"A Filha Desaparecida" de Jane Shemilt (opinião)

Gostei do título. Gostei da capa. E a sinopse prometia um interessante thriller psicológico, mesmo do género a que nunca digo que não. E não resisti. Li-o em dois ou três dias e realmente não me desiludiu.

É o primeiro livro desta autora, mas ninguém diria. Ela escreve com uma profundidade de sentimentos extraordinária. A narradora é a mãe da jovem desaparecida, Jenny, uma médica de clínica geral que tenta gerir da melhor forma a sua vida profissional e pessoal. Casada com um neurocirurgião de sucesso, com três filhos adolescentes (dois rapazes gémeos e uma rapariga), mais um trabalho esgotante e uma casa para cuidar, ela é quase uma super-mulher. Todo o tempo somos confrontados com o seu sentimento de culpa pelo que aconteceu, e pela ignorância do que se passava na vida da filha, dos filhos, aliás. Mas será que a culpa foi mesmo sua? Será que o desaparecimento foi realmente um rapto?
É com estas dúvidas bem presentes na nossa mente, que vamos lendo o livro e descobrindo mais e mais pormenores sobre a vida desta família.

Gostei imenso das personagens, da forma como estão construídas, tão reais, tão verosímeis que poderiam ser pessoas nossas conhecidas.
A meu ver, o enredo e a forma como a história se desenrola, é fenomenal. Por isso fiquei tão admirada ao perceber que este era o primeiro livro da autora. Acho que é uma autora que promete! Espero que continue a escrever.

Uma excelente aposta da Editorial Presença, pela qual lhes dou os parabéns!
Recomendo sem hesitações.


Para mais informações sobre este livro ou sobre a autora podem espreitar aqui, ou visitar a página do mesmo no site da Editorial Presença » aqui.

2 comentários:

Inês Santos on 18/2/16 disse...

Outro género de livro que só enganada é que começo a ler, mas que no fim acabo sempre por gostar (senão não era fã incondicional de Dorothy Koomson). E pela tua opinião parece que é do género. Só de ler a sinopse projectei as personagens para pessoas que conheço e isso torna tudo ainda mais tentador para ler.
Também adoro a capa, apesar de ser tão simples.
PS-parabens pela tua escrita. é a principal razão porque leio as tuas opiniões eheh

Fernanda on 19/2/16 disse...

É verdade, Inês, quantos livros eu não pegaria só pela capa ou pelo título. Os da Dorothy Koomson são um exemplo flagrante. E os da Lesley Pearse também!
Experimenta Deborah Smith. Começa pelo A Doçura da Chuva. Não te vais arrepender. É lindo!
Bjs e boas leituras.

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