"As Raparigas Esquecidas" de Sara Blædel (opinião)

Se este é o primeiro de uma série… a sério, que venham eles que os leio todos de seguida!

Este livro de Sara Blædel, a 20 de junho nas livrarias, é o primeiro da autora em Portugal. Adorei a escrita dela. Não me parece ser só mais "uma autora nórdica". Acho que merece bem o título de "A Rainha Dinamarquesa do Thriller". E apesar de vir do norte da Europa, e claro, a crueza e a violência estarem bem presentes na história, não me pareceu que este fosse um thiller tão "negro" como os que estamos habituados.

Uma das coisas que mais gostei na escrita de Sara Blædel foi o facto de sentir que a autora foi perspicaz o suficiente que perceber que para um leitor não basta ler. Há que participar na leitura. Por isso, ela torna-nos parte da leitura. Alimenta-nos com pedaços de informação, puxa-nos e empurra-nos nesta e naquela direção, insta-nos a tentar solucionar o caso, e quando menos esperamos, damos por nós emocionalmente envolvidos na trama e só conseguimos descansar no final. 
Resultado: li este livro quase de uma assentada só, e só tive pena que não houvesse já mais um caso para a detective Louise Rick resolver e eu continuar a ler. 

Falando de Louise Rick... ela é uma personagem excepcional! Uma detective com uma personalidade muito forte, mas simultaneamente com uma certa fragilidade que apenas ocasionalmente revela. Não se deixa abater por contratempos, nem mesmo pelos fantasmas do passado que insistem em se imiscuir na investigação. Conhecemo-la quando ela dá os primeiros passos na liderança de um novo departamento da polícia dinamarquesa, o Departamento de Pessoas Desaparecidas. O seu parceiro, no entanto, não poderia ser mais diferente dela, e é muito interessante ver a evolução dessa relação. A sério! Mesmo muuuuito interessante. ;)

O caso que lhe cai no colo é de uma mulher que nem sequer se sabia estar desaparecida. Havia sido dada como morta há 30 anos, mas que só recentemente é que morreu. Lisemette era uma das “raparigas esquecidas” de Eliselund, uma antiga instituição para doentes mentais fechada há alguns anos. Apesar de não ser um caso típico para o seu novo departamento, Louise agarra-o e não desiste até o resolver.

A outra personagem chave que neste livro dá apenas os primeiros passos, mas que já me deixou em pulgas para a conhecer melhor, é uma amiga de Louise - Camilla Lind, uma jornalista que gosta de meter o nariz onde não é chamada. Espero que num próximo livro haja mais de Camilla, pois a dupla pelos vistos, tem mesmo muito que se lhe diga.

Resumindo, acho que esta foi uma aposta muito positiva pela parte da TopSeller, uma editora que já há alguns anos dá cartas no campo editorial português. Espero que venham mais livros desta série, e traduzidos diretamente da língua original, o dinamarquês, o que é sempre uma mais valia quando se tratam de livros traduzidos. Os meus parabéns à TopSeller e a esta autora tão espetacular. Welcome to Portugal, Sara Blaedel!

Uma leitura viciante que me conquistou logo nas primeiras páginas e não me deixou respirar até chegar ao fim. Recomendo!

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