"A Carta" de Sarah Blake

Uma das coisas que me fascinou neste livro foram as emissões radiofónicas. Numa era onde as notícias são quase sempre imediatas, em que quando uma coisa acontece do outro lado do mundo, no minuto seguinte já se sabe do lado de cá (veja-se o caso do 11 de Setembro, em que em directo no jornal da 1h da tarde pudemos assistir ao embate do 2º avião numa das torres do World Trade Center), quase se torna inconcebível a forma como tudo se processava numa altura em que nem sequer havia televisão.

Muito do que se passa neste livro anda exactamente à volta das emissões radiofónicas de Frankie Bard, uma jornalista americana em serviço em Londres aquando do início da II Guerra Mundial. Ou sobre as emissões em si, ou sobre a forma como essas emissões “tocavam” quem as ouvia. Emma e Will, americanos a viver em Franklin, Massachussets, foram um exemplo dessas pessoas. E por incrível que pareça, as suas vidas acabam por se entrelaçar.
Desta forma, saltitamos entre uma América adormecida, ignorante, inconsciente, e uma Europa perante o início de um holocausto, já demasiado evidente para ser ignorado.
A história de base é simples, e o papel desempenhado pela “Senhora dos Correios” (o título original do livro é “The Postmistress”) vai revelar-se fundamental.
Gostei muito deste livro, mas talvez por não ser uma história fácil de ler, senti que lhe faltava um pouco de organização, que me fez perder o entusiasmo pontualmente.
De qualquer das formas, é um livro que não vou facilmente esquecer.

Sinopse:
Alternando entre uma América ainda resguardada no casulo da sua incapacidade em compreender o perigo próximo e uma Europa a ser dilacerada pela guerra, "A Carta" traz-nos duas mulheres que se descobrem incapazes de entregar corres-pondência, e uma terceira mulher desespera- da por uma carta, mas com medo de a receber. "A Carta" de Sarah Blake, mostra como podemos suportar o facto de a guerra prosseguir à nossa volta enquanto a vida do dia-a-dia continua.
Um romance extraordinário cheio de paralelismos surpreendentes com os dias de hoje.

2 comentários:

Paulinha on 9/2/11 disse...

De facto acho que nem me consigo imaginar a viver nessa época...
Nos dias de hoje estamos habituados à actualização a cada segundo no que diz respeito a notícias.
Parece bem interessante o livro, e tem uma capa fantástica!

Beijinhos

Ana on 9/2/11 disse...

Pela sinopse dá vontade de ler. bjs

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Leu o livro? Viu a série? O que espera para ler a sequela? Um final surpreendente para Gilead, e uma obra incrível vencedora bem merecida do Booker Prize.

Uma leitura obrigatória!

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“Moyes dá vida a um pedaço da história muitas vezes esquecido. (…) Uma carta de amor ao poder dos livros e da amizade.” Kirkus Review

Uma leitura imprescindível!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

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