Depois da leitura que terminei ontem, tinha obviamente de
ler algo mais leve e principalmente que me fizesse rir. A escolha não podia ter
sido mais perfeita! O livro “Quando fores Mãe, Vais Ver” é absolutamente hilariante.
Mesmo de nos levar às lágrimas!
Conheço a Ana Saragoça há já alguns anos, tendo-nos cruzado
nestas coisas dos livros, nomeadamente nos fantásticos eventos do Bookcrossing
e também por causa de um projeto em que participamos as duas, juntamente com
mais uns quantos maluquinhos dos livros. :D Pelo convívio que tive com a Ana Isabel (!!) posso dizer-vos que este livro é a cara dela, escarrapachada, sem tirar nem
por! Por vezes até parecia que ela estava ali, por cima da minha cabeça, a
falar. Cruzes, credo!! lol
Agora a sério, “Quando fores Mãe, Vais Ver” é uma viagem
fabulosa sobre o mundo da linguagem maternal, partilhada sem dúvida por todas
as mães do mundo com as suas nuances, e um denominador comum, a influência das
próprias progenitoras. Frases como “Se os teus amigos se atirarem a um poço, também
te atiras?” ou “Eu mando-te para um colégio interno!” são claramente reutilizadas
em cada nova geração de mães. (Sim, confesso, já utilizei estas duas frases com
o pré-adolescente que tenho lá em casa. E sim, também as ouvi da minha
progenitora… que tristeza, não é? Deveria saber melhor! lol)
Mas Ana Saragoça ainda vai mais longe, reservando um capítulo para as Alentejanices típicas das mães alentejanas, mais especificamente das da família dela. Descobri frases mirabolantes como "Temos a burra nas couves" que talvez possa ser traduzida como "Não tarda temos o caldo entornado", ou "Se lhe metessem uma palhinha no cú, voava!" (sinónimo para quem está louco de alegria). Demais, não é? lol
Enfim, este é sem dúvida nenhuma, um livro fabuloso que vocês
não podem perder! E claro, uma ótima prenda para as vossas mães, irmãs, tias,
primas e amigas, que convosco partilham a arte de (des)educar a criançada!
Ainda têm até ao dia 12 para participar no passatempo que está a decorrer aqui no blog!
P.S. Só uma pergunta Ana Saragoça, “Já te penteaste?”
lolololol
Muitos parabéns, é uma obra fantástica!!!