Opinião: "Mulheres da minha Alma" de Isabel Allende

Este foi o primeiro livro não ficção que li de Isabel Allende. Tenho lido os outros, os de ficção, e sei que ela é uma exímia contadora de histórias, por isso não foi difícil embarcar nesta viagem com ela. E que viagem interessante foi!

Uns dias antes de pegar na leitura tive a oportunidade de ver em direto uma entrevista no Facebook da Porto Editora*. A entrevistadora, Raquel Marinho, tinha as perguntas certas para lhe colocar, e a maravilhosa Isabel Allende, do alto dos seus 78 anos, encantou tudo e todos. Eu pelo menos fiquei fascinada com esta senhora, tão sóbria, tão consciente de si mesma e do mundo que a rodeia, a dar verdadeiras lições de vida a quem quiser aprender. Adorei. Não pude por isso adiar muito mais a leitura. Foi apenas terminar o livro que tinha em mãos e lá fui eu. 

O que encontrei foi pura e simplesmente a própria Isabel Allende em cada página daquele livro. Numa verdadeira conversa informal com o seu leitor, ela aborda diversos temas que lhe são queridos, ao mesmo tempo que fala de marcos importantes da sua vida e também de como é envelhecer e até da situação atual de pandemia que agora vivemos. 

Com temas sempre à volta das Mulheres, ou não tivesse este livro o título que tem, ela fala das que a formaram, as da sua família e as outras, das que como ela tentaram fazer diferença na história do feminismo, das que sucumbiram, das que se salvaram. Contando histórias, desfiando memórias, ela encanta, ensina, aconselha. Emocionante, por vezes até chocante, foi uma leitura que muito me agradou. Sinto que fiquei a conhecer um pouco mais esta Mulher tão rica, que ainda tem tanto para nos dar. Espero que dure ainda muitos anos e nos continue a brindar com pérolas deste género ou de ficção. É uma honra e um prazer ler Isabel Allende.

*Podem ver o vídeo da entrevista aqui.

Em www.bertrand.pt

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