Mostrar mensagens com a etiqueta Cristina Morató. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cristina Morató. Mostrar todas as mensagens

"Rainhas Malditas" de Cristina Morató (opinião)

Este é daqueles livros que devorei quase sem dar por isso. Os nomes, que conhecemos desde sempre, cujas histórias até  fazem parte da nossa infância, como a Sissi ou a Csarina Alexandra, a autora que conta histórias e o complemento das fotografias que consultamos amiúde... são esses os atributos a que julgo se dever esta leitura quase compulsiva.

De Cristina Morató li Cativa na Arábia e Divas Rebeldes, e ambos me conquistaram. Eu, que aliás não gostava de biografias, que achava que eram demasiado maçudas ou pouco interessantes, descobri com esta autora uma nova forma de ler biografias. Ela escreve como quem conta uma história, não descurando datas e factos reais, obviamente, mas sem aquele peso que encontramos noutros autores do género.
Talvez por ter sido jornalista e fotógrafa, e por ter percorrido o mundo com essa função, ou por ter estado ligada à televisão, Cristina Morató tenta mostrar-nos um lado mais humano das mulheres de quem escreve.

Sissi, Maria Antonieta, Alexandra Romanov, Cristina da Suécia, Vitória de Inglaterra e Eugénia de Montijo foram rainhas que marcaram, que se tornaram lendas, quer pela sua presença, quer pelos seus atos, e foi um prazer descobrir o seu lado mais humano e a história das suas vidas.

Recomendo sem hesitações, e recomendo igualmente para quem não leu, os outros dois livros da autora. Cristina Morató é uma escritora excelente.

Para mais informações podem espreitar aqui ou visitar a página do livro no site da Planeta » aqui.

Em destaque: “Rainhas Malditas” de Cristina Morató

A fascinante vida de seis mulheres que deixaram uma marca profunda na história.
Descubra como viviam as seis rainhas lendárias que inspiraram Hollywood:
Sissi, Alexandra Romanov, Cristina da Suécia, Eugénia de Montijo, a rainha Vitória, e Maria Antonieta.

Por detrás das paredes dos palácios nem sempre existem contos de fadas.
Para muitos dos membros da realeza essas paredes não passaram de gaiolas douradas.

A vida destas rainhas está longe de ser um romântico conto de fadas. Ainda que a infinidade de filmes e romances nos tenham mostrado a faceta mais amável dos seus reinados, em geral, foram muito infelizes. Todas têm em comum a solidão, o desenraizamento, a nostalgia, a falta de amor e o sofrimento por não conseguir dar um herdeiro ao trono. Também partilham a dolorosa perda dos filhos, os fracassos matrimoniais e o sentir-se estrangeiras numa corte onde não eram bem recebidas. Não tiveram grandes histórias de amor porque os casamentos eram um «assunto de Estado».
Sissi foi imperatriz contra a sua vontade e adoeceu de melancolia.
Cristina da Suécia, escandalizou pelo comportamento extravagante e ânsias de liberdade.
Maria Antonieta e Alexandra Romanov partilham um trágico fim.
A rainha Vitória de Inglaterra e Eugénia de Montijo assumiram com extraordinária dignidade o seu papel nos momentos mais difíceis.  

Através dos diários pessoais e correspondência familiar, a autora dá a conhecer ao leitor os factos esquecidos pela História destas rainhas, desvendando os segredos da vida e infelicidade destas mulheres. Mulheres que não puderam decidir as suas vidas.

Excêntricas, caprichosas, rebeldes, ambiciosas... por detrás de um mundo de privilégios, riqueza e poder, todas foram mulheres de carne e osso obrigadas a carregar sobre os ombros a pesada carga de um império. São descritas em pormenor as obrigações e humilhações que
as rainhas e imperatrizes tiveram de suportar. As mulheres limitavam-se ao papel meramente «decorativo e reprodutivo».

Sobre a autora:
Cristina Morató estudou jornalismo e fotografia e desde muito nova percorreu o mundo como jornalista. Passou grandes temporadas na América Latina e África e em 2005 viajou pela primeira vez para o Oriente, que foi o cenário dos seus últimos livros.
Durante estes anos alternou as viagens com a direcção de programas de televisão e colaborações na rádio. O seu interesse em recuperar do esquecimento as grandes viajantes
e exploradoras da História levaram-na a publicar Memórias de África, Las Damas de Oriente e Cativa na Arábia, traduzidos em várias línguas. No seu livro anterior Divas Rebeldes, desvenda-nos as luzes e sombras de sete mitos do século xx.

É membro fundador e actual vice-presidente da Sociedad Geográfica Española e membro da Royal Geographic Society de Londres. Hoje em dia é responsável por uma coluna de opinião na revista Mujer Hoy.

Para mais informações sobre este livro visitem a página do mesmo no site da Planeta » aqui.

"Divas Rebeldes" de Cristina Morató

De tempos a tempos existem pessoas que se destacam, quer pela sua personalidade e posição, quer pelos seus feitos, quer pela sua influência. É inevitável. Numa vida em sociedade existem percursos que ficam marcados mais profundamente na humanidade. São personalidades que se destacam das demais, que nunca chegam a desaparecer completamente. São intemporais e muitas vezes um exemplo para várias gerações.

As vidas das Divas Rebeldes que aparecem neste livro, são assim: intemporais. Algumas foram mesmo grandes Mulheres, outras influenciaram uma época, mudaram mentalidades, outras ainda, sobressaíram pelos seus dotes ou pelo modo como se comportaram perante a vida. Tornaram-se, acima de tudo, inesquecíveis.

Foi um livro li com muito interesse e curiosidade. Conhecia todas as Divas, embora algumas melhor do que outras, mas sinceramente houve imensos detalhes que aprendi sobre as suas vidas que nunca imaginei. Coisas que por exemplo me fizeram admirá-las ainda mais, como é o caso dessa extraordinária mulher, Audrey Hepburn, cujo rosto embeleza a capa deste livro.

Já conhecia a autora de outras publicações, pelo que sabia poder contar com uma extraordinária narrativa, tendo por base uma exemplar pesquisa histórica, sem no entanto nos maçar com demasiados pormenores.

É um livro que recomendo, não só para quem gosta de biografias, mas também para quem quer ficar a conhecer algumas das mulheres que deixaram a sua marca no séc. XX.
Muitíssimo bom.

Em destaque: "Divas Rebeldes" de Cristina Morató

Um retrato do lado humano de sete divas, autênticos ícones do glamour e de uma época que não se compreenderia sem elas.


«Uma diva, além de cantar e interpretar, tem de ser uma deusa na vida quotidiana.» Maria Callas

Sinopse:
Os nomes de Maria Callas, Coco Chanel, Wallis Simpson, Eva Perón, Barbara Hutton, Audrey Hepburn e Jackie Kennedy ocuparam durante décadas as páginas das revistas. Graças ao seu talento, beleza e personalidade converteram-se em autênticos mitos do século XX.  
Famosas, ricas e bonitas, pareciam perfeitas aos olhos do mundo. Ícones da moda e do  glamour, criaram um estilo próprio e foram admiradas por milhões de mulheres que sonhavam parecer-se com elas. Mas na realidade estas rutilantes divas foram pessoas solitárias, complexadas com o seu aspecto e zelosas da sua intimidade, pois detestavam ser tratadas como estrelas.  
Estas sete mulheres de lenda partilham dolorosas feridas que nunca chegaram a cicatrizar: a falta de carinho ou  o abandono dos pais, as sequelas da guerra, a dor da perda dos filhos ou os traumáticos divórcios.  


Foram mulheres que marcaram gerações, seja pelos actos políticos, por serem ícones da moda ou enquanto estrelas de cinema. O livro explora o lado menos doce que todas estas divas tinham, mostra os seus medos, frustrações e põe a nu as suas fraquezas. Mostra que estas mulheres não passavam de seres humanos, apesar de estarem sempre sobre o escrutínio público.


Sobre a autora:
Cristina Morató estudou jornalismo e fotografia e desde muito nova percorreu o mundo como jornalista. Passou grandes temporadas na América Latina e África e em 2005 viajou pela primeira vez para  o Oriente, que foi o cenário dos seus últimos livros. Durante estes anos alternou as viagens com a direcção de programas de televisão e colaborações na rádio. O seu interesse em recuperar do esquecimento as grandes 
viajantes e exploradoras da História levaram-na a publicar Memórias de África, Las Damas de Oriente e Cativa na Arábia, traduzidos em várias línguas. 
É membro fundador e actual vice-presidente da Sociedad 
Geográfica Española e membro da Royal Geographic Society de Londres.


«Tentei descobrir o seu lado mais humano, além do êxito, da fama e do poder, as suas debilidades, complexos e medos, recorrendo a testemunhos daqueles que as conheceram tal como eram. Desejo que com este livro o leitor descubra as luzes e as sombras de umas mulheres rebeldes e inconformistas, que nos continuam a cativar, pois demonstram-nos que os contos de fadas existem, ainda que não tenham sempre um final feliz.»    Cristina Morató 

"Cativa na Arábia" de Cristina Morató

Tenho alguma dificuldade em ler biografias. Ou o sujeito biografado é realmente alguém que me interessa e a leitura me apaixona, ou acabo por achar a leitura enfastiante, acabando eventualmente por desistir.

Com este livro não sei o que me aconteceu.

Marga d’Andurain não foi de todo uma personagem que me cativou. Era uma mulher desconhecida, uma suposta espia, uma prometida heroína, e sim, uma autêntica aventureira das arábias. Mas todos os seus grandes planos acabaram por sair furados, as aventuras que decidiu empreender não a levaram a lugar algum, e nem como mãe ela se viu realizada. Não foi sem dúvida uma mulher modelo ou que servisse de inspiração, muito pelo contrário.

Talvez tenha sido a forma como a autora conta a história da vida desta mulher, quase que como falando de uma amiga íntima. Apesar de eu achar os capítulos um pouco longos demais, não achei que ela me saturasse com datas e documentos, e factos históricos em demasia. Ajudou, sim, a recriar a personalidade desta falsa condessa ao introduzir pequenas histórias e situações ao longo da narrativa.

A autora, Cristina Morató, tem bastante experiência na construção de biografias de grandes viajantes e exploradoras, e teve acesso directo à voz de Marga através do seu livro autobiográfico “Mari-Passeport” (Marido-Passaporte), por diversas vezes mencionado, onde esta fala das suas aventuras pela a Arábia. Mas também pode contar com a ajuda de uma testemunha preciosa – o próprio filho de Marga, Jacques d’Andurain, através do qual ficamos a conhecer melhor esta misteriosa mulher, que foi por diversas vezes acusada de assassínio.
No fim fica a dúvida, quem foi realmente Marga d’Andurain?

Talvez tivesse sido uma leitura mais apaixonante se tivesse sido apresentada como um romance. No entanto, e segundo as palavras da autora, “com a vida que esta mulher levou, teria sido um romance inverosímil”.

Sinopse:
A vida da condessa Marga d’Andurain é um autêntico livro de aventuras. Drama, aventura, intriga, acção, exotismo são alguns dos ingredientes de Cativa na Arábia.
Nascida no seio de uma família da burguesia basca francesa, foi uma mulher à frente do seu tempo. Rebelde, transgressora e apaixonada, viajou da sua Baiona natal até cidades lendárias como o Cairo, Beirute, Damasco ou Tânger, onde protagonizou façanhas incríveis que lhe valeram títulos como «A Mata Hari do deserto», «A Condessa dos vinte crimes» ou «A amante de Lawrence da Arábia». Marga d’Andurain espiou para os britânicos, dirigiu juntamente com o marido um hotel no deserto sírio e propôs-se ser a primeira ocidental a entrar em Meca. Para isso, já divorciada, casou-se com um beduíno e converteu-se ao Islão. A sua viagem ao coração da Arábia foi um autêntico pesadelo, ao ser fechada num harém e mais tarde encarcerada na terrível prisão de Yidda. Ao abandonar o Próximo Oriente, dedicou-se ao tráfico de ópio em Paris, ocupada pelos nazis, acabando por ser assassinada em Tânger.
Mas quem era na realidade esta mulher? Uma perigosa espia, uma assassina ou apenas uma audaciosa viajante?
Em www.bertrand.pt

O clube de leitura do meu coração.

 
Copyright 2005-2024 Blogger Template Ipietoon (Adaptado por Fernanda Carvalho - a escrever sobre livros desde 2005)