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Opinião: "O Cavalheiro Inglês" de Carla M. Soares

Fico sempre entusiasmada quando leio uma autora portuguesa. Porque afinal é mulher, como eu, e fala a mesma língua mãe. O sabor das palavras é sempre diferente, e o seu eco mais límpido, mais alto. Carla M. Soares não desiludiu. Juntou a sua voz à de tantos portugueses que escrevem, e falou mais alto com este seu livro “O Cavalheiro Inglês”!

Adorei a história, a forma como está construída, o retrato fiel da época em que se passa (finais do séc. XIX), desde os pormenores da roupa, aos interiores das casas e hábitos sociais. Vê-se que a autora fez bem o seu trabalho de casa, investigou, pesquisou e depois soube transpor belissimamente bem para o papel, um Portugal em plena crise politica e económica e a história de uma família, nomeadamente de uma jovem, muito perspicaz e demasiado curiosa sobre assuntos que na altura não diziam respeito às mulheres. É realmente Sofia a força motriz por trás de toda a história. Uma jovem nobre que apesar da sua força de vontade, não consegue impor-se contra as tradições, contra o chamado “dever”, mas que ao longo do livro vai crescendo e afirmando-se, tornando-se o exemplo vivo de tantas que se rebelaram contra o jugo imposto pela sociedade às mulheres.

Conseguindo um equilíbrio notável entre o romance, a História e uma ação bem temperada com um pouco de drama, Carla M. Soares entrou diretamente para o meu top de autores, sendo que foi uma leitura excelente para terminar o ano com 5*!


Muitos parabéns à autora, e espero que possamos ler mais obras suas deste género muito em breve! ;)

Para mais informações sobre o livro ou sobre a autora, podem espreitar aqui ou visitar o blog da Marcador.

Opinião. "Ao Encontro do Destino" de Amy Hatvany

Olharam bem para a capa? À primeira vista parece um casal, não é? Mas olhem uma segunda vez. Vêem que é uma mulher mais velha e outra mais jovem? Eu vejo uma mãe e uma filha. E dessa forma, acho a imagem perfeita para este livro.
O título no entanto, parece-me mais bem aplicado à história no original – “Safe With Me”. Mas já sabem como sou com as traduções dos títulos… ;)

Bem, neste seu livro “Ao Encontro do Destino”, Amy Hatvany volta a fazer magia. Tal como no anterior, “O Jardim das Memórias”, e muito provavelmente servindo-se da sua experiência académica, a autora aborda uma série de assuntos extremamente sérios e complicados, como é o luto, a violência doméstica, a doação de órgãos, as famílias monoparentais e as relações entre pais e filhos.

De uma forma límpida, direta e sem subterfúgios, a autora consegue envolver-nos na história de duas mães que de alguma forma têm de resolver a sua vida e que por acaso do destino, descobriram mais em comum do que algum dia poderiam ou quereriam descobrir.

A par e passo com o lado maternal, acompanhamos o desabrochar de Maddie, uma jovem de 15 anos, que viveu a maior parte da sua vida confinada às quatro paredes do seu quarto e do quarto no hospital. É por ela também, um livro interessante para leitoras mais jovens, uma característica que muito me agrada nesta autora, pois às vezes não é fácil encontrar livros que “sirvam” para adolescentes, e que abordem assuntos mais sérios.

É daqueles livros cuja leitura é difícil interromper e em que parece que só respiramos fundo quando chegamos ao fim. Gostei muitíssimo desta história, que me fez refletir imenso.
Recomendo sem hesitação, em especial para mães e filhas. ;)

Mais um livro 5* da Top Seller!

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui.

Opinão: "Os Sonhos que Tecemos" de Kate Alcott

Adoro histórias que apesar de ficcionadas, tenham um fundo histórico interessante e verdadeiro. Aprendo sempre qualquer coisa e nas pesquisas que faço para complementar a informação, por vezes descubro fotos deliciosas – como as que aqui coloco.

A história neste livro criada por Kate Alcott, fala-nos da vida das “meninas da fiação”, numa altura em que as mulheres não tinham praticamente direitos nenhuns e em que um emprego numa fábrica de fiação têxtil, apesar de mal pago e com condições de trabalho perigosas, era uma das únicas saídas para longe do trabalho do campo.

As máquinas eram perigosas e aconteciam muitos
acidentes. Por vezes mortais.
Alice, é uma dessas meninas, mas o seu espírito está longe de ser o costumeiro. É uma jovem ambiciosa e determinada, que sente as injustiças contra os trabalhadores de uma forma muito intensa. Ela irá encabeçar o início de uma espécie de movimento em que os pobres e oprimidos se rebelam contra os ricos e poderosos.

A história de amor que acontece, é obviamente entre Alice e um dos filhos da família Fiske, os donos da fiação. A diferença hierárquica é colocada em destaque e tudo acaba por ser posto em causa, principalmente aquele amor que contraria todos os princípios sociais.
Mesmo dentro das próprias fábricas havia uma hierarquia social.
No meio de toda a situação encontra-se também um homicídio, que foi um acontecimento real, à volta do qual a autora imaginou esta história. Esse homícidio envolveu uma das jovens da fábrica de Lowell e um ministro da Igreja Metodista, pelo que o julgamento foi um dos acontecimentos mais importantes da época.
Oficialmente as meninas podiam começar a trabalhar nas fábricas aos 15 anos,
embora na realidade a sua idade verdadeira fosse muitas vezes inferior. 
É um livro de grande interesse e muito cativante!

Quem gostou de “As Meninas do Chocolate” e histórias semelhantes sobre o lado mais feminino da História, vai com certeza adorar este livro. Recomendo sem hesitações. É 5*!

Uma das principais fábricas de Lowel em 1860 / 1870 com todos os seus funcionários.

Para mais informações sobre este livro e a autora espreitem aqui

Opinião: "Um Homem Escandaloso" de Tiago Rebelo

Não é segredo nenhum, inclusivé para o próprio autor, que prefiro os romances históricos de Tiago Rebelo a estes livros, por assim dizer, mais mundanos e atuais - à exceção de "O Homem que Sonhava ser Hitler", que adorei.

E este "Um Homem Escandaloso" não deixa margem para dúvidas, é um romance atual e mundano, contendo, como também vem sendo hábito do autor, uma velada crítica à sociedade moderna portuguesa, e às aparências e às futilidades que compõem as prioridades de muitos.

Mas neste livro parece-me que surgiu uma espécie de alter-ego do autor, mais vocacionado para a psicologia, uma vez que após cada cena, ele esmiuça a situação, analisando os lados de cada interveniente, explicando, indagando, profetizando. Fiquei com a ideia que isso, muito para além da história em si, foi o que me impulsionou a leitura, pois ver personagens tão bem desmanteladas após a sua criação, é de facto uma obra de génio.

A história em si não deixa de ser interessante, e acima de tudo intrigante - leiam a sinopse aqui. Mas confesso que o final, soube-me a pouco. E mais não digo para não vos desencorajar. Têm mesmo que ler o livro para tirarem as dúvidas. ;)

Parabéns, Tiago Rebelo, por mais uma excelente obra!

Opinião: "O Brilho das Estrelas" de Debbie Macomber

Há livros assim. Tão doces que é de admirar que não façam mal aos diabéticos! ;) 
Debbie Macomber sabe mesmo escrever uma história romântica, doce, terna e delicada. À medida que lemos, as palavras derretem-se na nossa boca e aquecem-nos o coração. Acho que nunca suspirei tanto a ler um livro! lol É mesmo, doce e romântico, faz-nos sonhar e leva-nos a querer fugir para um cenário natalício cheio de neve, com o nosso próprio “urso gentil”.

A história é original e engraçada. De um lado temos um escritor cujo livro de estreia alcançou o inimaginável, permanecendo no top durante meses, mas que renuncia a toda e qualquer publicidade, entrevistas e protagonismo, colocando-se completamente fora do radar e impossível de encontrar. Do outro lado temos uma adorável repórter cujas tarefas a têm desiludido, e que de repente, num género de aposta com o seu chefe, assume o compromisso de encontrar o dito escritor e convencê-lo a ceder-lhe uma entrevista.

O cenário? Fabuloso: a inóspita e simultaneamente bela paisagem do Alasca em pleno Inverno.
Tudo seria perfeito, caso Finn Dalton não fosse o homem mais irascível e difícil de se lidar. Mas as estrelas conspiram e num breve assomo, a Aurora Boreal parece tomar conta dos sentimentos e a magia acontece, sendo que aquelas duas criaturas, que mais diferentes não poderiam ser, acabam por se apaixonar.



Adorei as descrições que a autora faz dos cenários árticos, aquela beleza gelada e hipnotizante – fez-me apreciar ainda mais a bela manta que me cobria enquanto lia o livro no sofá. :)

Esta é uma foto real de uma cabana em Fairbanks,
local no Alasca onde se desenrola a história!
Lindo, não é?

E porque para complicada já nos basta a vida, de tempos a tempos gosto de ler uma das histórias de Debbie Macomber. Fazem-nos lembrar como as coisas simples por vezes são bem mais importantes do que as demais, para além do que são sempre histórias ternas e encantadoras que nos aquecem o coração e nos trazem uma bela lição de vida.

É um livro perfeito para a época e uma ótima prenda de Natal! :)


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Opinião: "Um, Dó, Li, Tá" de M. J. Arlidge

Ok. Confesso. Adoro ver thrillers e séries tipo CSI, Criminal Minds. Desvendar um bom serial killer é fascinante, por isso talvez eu tenha gostado tanto deste livro.

Para já, acho o título fabuloso. Fez-me logo arrepiar, pois ver algo tão inocente, como um jogo de criança, associado a uma capa sangrenta, não deixa grandes margens para dúvidas, não concordam?

A trama está muito bem apresentada, e apesar de ser algo que já vi antes (as duas vítimas têm de escolher entre elas qual morre e qual vive), tem pormenores bastante originais que acabam por reverter a situação, deixando-nos quase sem fôlego ao tentar imaginar o desfecho, pois não o conseguimos fazer.

A escrita de M. J. Arlidge é fenomenal. Muita da tensão que é necessária para este tipo de livros, advém daí, embora, os capítulos curtos, a meu ver, também contribuam bastante. A ação é rápida, as cenas sucedem-se a uma velocidade vertigionosa e interlúdios do assassino - capítulos escritos na primeira pessoa, com ameaças veladas e confissões sinistras sobre um passado obscuro - tornam este um dos policiais mais intensos que tenho lido nos últimos tempos.
Adorei! Não me importava nada de vê-lo adaptado ao grande écran. ;)

E atenção, apesar deste livro ter aparentemente um final, pela informação da TopSeller terá continuação em março de 2015, notícia que muito me agradou, pois fiquei fã de  M. J. Arlidge.

Para mais informações sobre este livro espreitem aqui ou visitem o site da TopSeller.

Opinião: "Recomeçar" de María Dueñas

Esta foi uma leitura interessante. Um pouco difícil no início talvez, mas também não posso deixar de identificar que o entusiasmo e expectativa que tinha deste novo livro de uma autora que me arrebatou com "O Tempo Entre Costuras", contribuiram para a minha dificuldade.
É que não é uma história semelhante, nem tão pouco que se pareça, por isso que se desengane quem for comprar este livro por causa do anterior. É uma história interessante por si só, um livro completamente diferente mas muitíssimo bem escrito por Maria Dueñas, e não sei até que ponto (devido ao que li nos agradecimentos finais) se baseará em alguns eventos reais da vida da própria.

As vidas das três personagens principais ditam o andamento da história:
Blanca Perea, uma professora de 45 anos, com um bom curriculum e uma carreira consolidada, que está atualmente a passar por uma separação complicada e decide aceitar um cargo de "arquivista" numa universidade nos EUA, para organizar o espólio de um falecido diretor daquela instituição, Andrés Fontanaque dedicou grande parte da sua vida à pesquisa das missões franciscanas fundadas na Califórnia.
Por fim, Daniel Carter, um professor de uma outra universidade, é o elo de ligação entre os dois primeiros, não só por ter sido aluno e amigo de Andrés Fontana, como por se ter tornado amigo de Blanca Perea.

A história vai saltitando entre as vidas destes três, andando para a frente e para trás no tempo, conforme a necessidade. Se inicialmente estes saltos temporais me fizeram confusão, logo me habituei, e acabei por encará-los com naturalidade, quase que como histórias dentro da própria história, que contribuem grandemente para o desenrolar da mesma.

Durante a leitura reparei como a autora consegue mostrar-nos subtilmente determinados sentimentos que certas personagens escondem por baixo de uma superfície aparentemente calma, mas com os quais elas têm de lidar quando se encontram sózinhas. A raiva e a frustração, a admissão e a reconciliação, são coisas pelas quais todos nós já passámos, e a meu ver é magnífica a forma como ela consegue transpor para o papel esta mistura de emoções.

Foi sem dúvida uma leitura interessante, que me surpreendeu bastante. Não só por ser completamente diferente do livro anterior, como pelo seu próprio mérito e qualidade.

Para mais informações, queiram espreitar aqui ou visitar a página do livro no site da Porto Editora » aqui.



Opinião: "O Amor da Tua Vida" de Cecelia Ahern

Cecelia Ahern é uma das minhas autoras favoritas. Os seus livros deixam-me sempre um coração leve e um sorriso nos lábios, e por vezes também uma lagrimeta ou outra. Mas a meu ver, o que ela tem de melhor enquanto autora, é a originalidade com que nos apresenta as suas histórias. É para mim, no verdadeiro sentido da palavra, uma excelente contadora de histórias.

Tenho amigos que gozam comigo dizendo que eu gosto é destes livros, assim levezinhos, sem grandes poderações, sem grande conteúdo, histórias de amor, romances... mas vocês sabem que não é bem assim. Pelo meu historial de leituras percebe-se que gosto de variar entre géneros de livros. E sinceramente, para pesada já basta a vida. lol

Bem, voltando a Cecelia Ahern e ao "O Amor da Tua Vida" (sim, só o título... tens toda a razão Miguel!) na verdade, este não é só mais um romancezito. Aborda um problema que infelizmente nos inunda as notícias de vez em quando, o suícido, a depressão. De uma forma extremamente original, a autora ataca o tema, e consegue transformar este livro num verdadeiro tributo à vida, com todos os seus altos e baixos, salientando que a melhor forma de a conquistar, é enfrentando-a.

Adoro as referências aos livros de auto-ajuda e a forma como a autora "brinca" com eles, aliás, cada capítulo é supostamente o títilo de um desses livros. lol

No meio de tudo isto, o romance surge, sim, é verdade. Mas à mistura com muito humor e imaginação. E sempre com muita ternura, tão típico desta autora. É muito provavelmente um dos meus favoritos dela até à data. :)

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Opinião: "A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário Ikea" de Romain Puértolas

Um livro com este título não passa certamente indiferente por com quem ele se cruza. Pelo menos comigo assim foi. E quis logo saber mais sobre a tal viagem e o dito faquir, e acima de tudo conhecer algo sobre o autor que deu largas à imaginação e desenvolveu uma tão incrível história a partir de uma premissa tão simples e ao mesmo tempo estapafúrdia, que é alguém esconder-se num armário numa loja de móveis como o Ikea e daí partir para... Não digo. Têm mesmo de ler para se poderem rir como eu ri, e surpreenderem-se como eu me surpreendi.

Voltando ao autor, a biografia de Romain Puértolas é certamente a mais original e louca que já alguma vez li. Ora comprovem por vocês mesmos:

«Romain Puértolas
 nasceu em Montpellier, em 1975. Quando era novo, queria ser cabeleireiro-trompetista, mas o destino trocou-lhe as voltas. Oscilando entre a França, a Espanha e a Inglaterra, foi sucessivamente DJ, compositor-intérprete, professor de línguas, tradutor-intérprete, comissário de bordo, mágico, antes de tentar a sua sorte como cortador de mulheres num circo austríaco.
Rapidamente despedido por ter mãos escorregadias, resolve dedicar-se à escrita compulsiva. Autor de 450 romances num ano, ou seja, 1,2328767123 romances por dia, consegue finalmente arrumar os seus próprios livros numa estante Ikea. Infelizmente, despojado de 442,65 dos seus romances por extraterrestres dotados de uma inteligência e um gosto bem acentuados, Romain Puértolas vê-se reduzido a uma estante estilo caixote de pêssegos periclitante e desesperadamente vazia. Segue atualmente uma carreira de agente da polícia em França e só tem uma coisa em mente: encontrar aqueles que perpetraram o golpe»

Demais, não? :D
Realmente de uma figura destas só poderia sair um livro como este.

Mas para lá da aventura, do divertimento e dos momentos de agradáveis gargalhadas e relaxamento que esta leitura nos proporciona, a verdade é que também nos mostra um outro lado. Um lado mais sério, quase subliminar, que nos apela à reflexão e à capacidade que todos temos dentro de nós, de pensar primeiro no outro e depois em nós, sendo esse o verdadeiro caminho para a felicidade.
Mas agora sou eu que já estou a divagar... A verdade é que gostei imenso deste livro. Não só pelo desfile de países e culturas, como pela complexidade de certas situações, que só consigo descrever como irreais, mas que sem elas, nada disto faria sentido.
Recomendo sem hesitações!

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Opinião: "A Bela Americana" de Jess Walter

Desconfio sempre quando um livro anuncia grandes críticas...
«Para quê poupar nas palavras? É uma obra-prima absoluta.» afirma Richard Russo, considerado um dos maiores escritores contemporâneos da América; «Melhor Livro do Ano» anuncia a Esquire, uma revista masculina, fundada nos E.U.A. em 1932, e hoje publicada em diversos países do mundo; «Livro notável do ano» categoriza tanto o New York Times como o Washington Post, e finalmente, o New York Times Book Review, vaticina «Vão adorar  este livro.» 

É de ficar com um pé atrás, não?
Talvez não.
Garanto-vos que, neste caso específico, não.

"A Bela Americana" é realmente um romance notável, invulgar, tremendo.
Diferente de tudo o que já li, com um enredo fascinante, montado de forma original e peculiar, é um livro que dificilmente irei esquecer. A sinopse revela bastante (ler aqui) mas não nos diz a forma engenhosa como personagens reais, como Elizabeth Taylor e Richard Burton, são introduzidas como personagens ativas na história. Acreditem que não sabemos onde acaba a realidade e onde começa a ficção, de tal forma estão entrelaçados os laços entre personagens. Quase nos faz querer e crer que é na sua integra, uma história verídica.

Apaixonei-me pelas personagens principais. Pasquale, o jovem italiano sonhador, dono de um insólito hotel, ao qual eu mais classificaria como pensão e  Dee Moray, a dita bela americana, que vai ali parar devido a uma série de percalços e cujo desaparecimento após alguns dias se vai transformar no elo de ligação entre todas as histórias e personagens que se seguem.

Foi uma leitura muito cativante, intensa e simultaneamente curiosa. Não consegui parar de ler até ao último capítulo. E menciono-o porque este é um capítulo que talvez eu não gostaria de ter lido. É um capítulo diferente de todo o resto do livro. Escrito à laia de conclusão, trás-nos de volta à realidade, a uma realidade de Hollywood, em que nada é o que parece e o que não devia parecer, até é.
É mesmo muito provavelmente, o melhor livro do ano.


Opinião: "Invisível" de James Patterson

Ok. Eu não roo as unhas. Gosto de ter as unhas ligeiramente compridas, mas não muito, pois acho que é mais higiénico. E embora por vezes as pinte, são sempre tons muito suaves, no máximo à francesa, para quem percebe do assunto. Mas uma coisa é certa: eu não roo as unhas. Até ontem.
As minhas unhas estão uma desgraça! Obrigadinha, Sr. James Patterson! Acho que vou começar a classificar os policiais pela resistência das minhas unhas!

Bem, para além de me ter enervado imenso a ler este livro, o que significa que não só está muito bem escrito, é viciante e a história não nos deixa em paz mesmo quando não estamos a ler, li-o em tempo recorde, dois diazitos... aos bochechos, claro.

Sem dúvida que ultrapassa todos os policiais que li nos últimos tempos e olhem que não resisto a incluir os episódios de Mentes Criminosas, série que adoro. O serial killer é fenomenal! Um fulano que nos irrita até à medula, ou melhor dizendo, até ao sabugo das unhas. Lol Não consegui descobrir quem era, e o final foi mesmo surpreendente. Embora sobre isto tenha de desabafar convosco. Já me decidi e vou tentar entrar em contacto com James Patterson. É que, a meu ver, existe um erro bastante grande, que nos leva para uma direção quando na verdade deveríamos ir para outra. Não posso adiantar mais sobre o assunto, pois não quero estragar-vos nem influenciar-vos a leitura, mas voltarei a esta questão daqui a uns tempos. Entretanto, deixo-vos com o desafio de descobrirem a que erro me refiro. Dou-vos uma ajuda... está nos capítulos do serial killer. Acreditem! Deixou-me mesmo danada.
(Se encontrarem esse erro, ou tiverem dúvidas sobre o que falo depois de lerem o livro, contactem-me por email! Pleeeease! Preciso de falar sobre o assunto. lol)

Em relação às outras personagens, devo dizer que me identifiquei imenso com Emma, a personagem principal. Gostei da sua persistência e teimosia, e ao mesmo tempo da forma como lida com as suas vulnerabilidades. O agente Books - que nome hein? ;) - é uma figura muiiiiito interessante, e desempenha na perfeição o seu papel no enredo.
Relativamente à ação? Não há dúvida. Encontramos o habitual ritmo alucinante dos policiais de Patterson. 
É mais um livro a não perder! :)

Para mais informações sobre este livro, clique aqui.


Opinião: "A Mulher de Cabelos Loiros e o Homem de Chapéu" de Deborah McKinlay

Confesso que uma das coisas que me incomoda imenso nesta vida das leituras, são os títulos dos livros nas traduções para português. Muitas vezes não têm nada a ver com o título original, e às vezes nem sequer têm a ver com a história! Mas percebo que dê trabalho encontrar um título original e cativante.

No caso deste livro, apesar de não ter nada a ver com o título original (That Part Was True), o título que a editora arranjou é fenomenal! Adorei!! "A Mulher de Cabelos Loiros e o Homem de Chapéu" é um título que nos obriga a tirar o livro da estante numa livraria. Não concordam? 

Bem, depois desse passo, é natural que queiramos dar uma vista de olhos à sinopse, para ver de que trata um livro com tão fabuloso título. E aí, caros amigos, é que ficamos agarrados. Pelo menos nós, os maluquinhos dos livros.

«Tudo começa com uma carta.
Eve Petworth escreve-a com o objetivo de felicitar um dos seus escritores favoritos»

E pronto. Não houve volta a dar. O livro veio para casa comigo. Nem me dei ao trabalho de ler o resto da sinopse. (Que me desculpe a editora, pois sei o trabalho que dá compilar as ditas cujas!)

Bem, entrei na leitura sem quaisquer expectativas, mas rapidamente fiquei agradavelmente surpreendida com o tom da escrita de Deborah McKinlay. A meu ver, este não é um livro para ser lido. É para ser degustado. Deixar derreter as palavras na nossa mente, enquanto vamos apreciando a história.

O enredo é interessante - leiam a sinopse aqui - mas a grande riqueza do livro está mesmo na forma como está escrito. E nas personagens, claro. Eve é uma personagem maravilhosa que adorei conhecer. Uma inglesa de quarenta e muitos, que me fez lembrar uma Jane Eyre, mas mais enclausurada dentro de si própria. É uma mulher adorável e é incrível acompanhar o seu desabrochar ao longo do livro.
Jackson Cooper, não é um dos homens mais agradáveis ao cimo da terra, mas ao entrar nos cinquenta, e ao mesmo tempo que a sua vida dá mais uma reviravolta para o lado errado, entra numa troca de correspondência inocente com Eve. O que acontece, meus caros, não é um desenrolar de um romance nem nada que se pareça. O que acontece é pura magia. À medida que trocam receitas e alguns pormenores sobre a sua vida pessoal por correspondência, e apesar de se encontrarem em diferentes continentes e nunca se terem cruzado, Eve e Jackson crescem enquanto pessoas, e resolvem as suas vidas. 

Este é um livro especial. Interessante, para ser lido com calma e alguma introspeção.
Muito bom. :)

Opinião: "Um Amor Perdido" de Anna McPartlin

Quem já leu Anna McPartlin sabe que a sua escrita é assim, calma, clara, ponderada, e um tanto ou quanto misteriosa, no sentido que nos vai agarrando à medida que nos conta uma história. É na sua verdadeira essência, uma fabulosa contadora de histórias.

Neste livro "Um Amor Perdido" o enredo começa com Alexandra, uma jovem adulta, feliz, casada, que desaparece por completo ao virar uma das esquinas de Dublin.
O sofrimento e o desespero do seu marido a tentar encontrá-la está extremamente bem retratado, mas tal como nos seus livros anteriores, a autora consegue fugir à tentação de dramatizar a questão, abordando todo o dilema com um equilíbrio fantástico.

Mas o enredo, embora ronde o desaparecimento de Alexandra, é muito mais elaborado do que apenas isso. A história está construída com as histórias de quatro pessoas: Jane - uma amiga da adolescência de Alexandra; a sua irmã Elle, uma artista com os seus próprios problemas; e Lesley - uma mulher que Tom e Jane conhecem por acaso e que os ajuda de uma forma incrível na sua busca por Alexandra, e que à laia de recompensa do destino, acaba por se encontrar a si própria.

É sem dúvida uma história que cativa e nos faz não querer pousar o livro.
O conjunto de personagens são vibrantes, fascinantes, humanos... iguaizinhos a pessoas reais que podemos encontrar em qualquer esquina. 
Quanto a Alexandra... se aparece ou não... deixo-vos descobrir sozinhos ao terminar esta leitura.
Mais um excelente livro de Anna McPartlin, publicado pela Quinta Essência, e que muito prazer me deu a sua leitura.
Não percam a oportunidade de serem conquistados por esta autora!


Opinião: "O Comboio dos Orfãos" de Christina Baker Kline

Passado e presente. Duas histórias que se unem através das duas principais protagonistas. Uma tem noventa e um anos a outra apenas dezassete mas a ligação entre elas é extraordinária.

É interessantíssima a forma como as duas histórias, que aparentemente nada têm a haver uma com a outra, se encontram. Inicialmente, nem percebemos muito bem quem é a personagem principal da história que Vivien, a senhora da casa onde a jovem Molly vai cumprir as suas 50 horas de serviço comunitário por ter roubado um livro da biblioteca. Será a própria Vivien? Alguém da sua família? Ou apenas alguém que ela conheceu em tempos? 

A conversa flui entre as duas à medida que vão organizando o sótão da primeira, desenterrando velhas recordações. Aos poucos, intercalando com o presente e por sua vez com a história de Molly, vai surgindo a história da vida de Niahm, uma pequena emigrante irlandesa de 9 anos que em 1929 se viu sozinha no mundo após um incêndio que lhe levou a família.

E aqui se inicia um relato emocionante sobre uma parte da História dos E.U.A. por muitos desconhecida. Durante várias décadas, centenas de órfãos de Nova Iorque eram recambiados, via comboio, para cidades e vilarejos do interior dos E.U.A.. Praticamente entregues ao Deus dará, a sorte deles iriam depender dos pais que os escolhessem.

É uma história fenomenal e muito bem escrita. Aliás, é mesmo aquele género de histórias que ficaria arruinada se assim não fosse. As personagens secundárias também estão muito bem estruturadas, servindo de bom apoio para ambas as histórias. Há cenas que nos horrorizam e que eram impensáveis que acontecessem hoje em dia. Mas será que não acontecem mesmo?

Um livro emocionante, terno e bastante elucidativo. Adorei esta leitura! É mesmo um livro a não perder.


Para ler a sinopse e mais informações, consultem por favor a página da Leya » aqui.

Opinião: "Madre Paula" de Patrícia Müller

Desde sempre que adoro histórias sobre amores proibidos, condenados à partida por inúmeras razões, mas que mesmo assim teimam em tentar sobreviver, nem que apenas por algum tempo.
Este é um desses exemplos. Uma história verídica da nossa História de Portugal: o amor proibido entre uma jovem freira do Mosteiro de Odivelas e o Rei-Sol, D. João V, o Magnânimo.

Naquela época, ao que parece não era um caso insólito, essas aventuras ilícitas entre nobres e freiras, e nem mesmo o rei escapava a essa tentação. O que diferencia este amor dos outros que supostamente o rei manteve antes e depois de Paula, é a cumplicidade que havia entre eles. Ambos possuidores de uma personalidade forte, chocavam-se mas simultaneamente complementavam-se, e estou certa que, caso o destino tivesse sido diferente, Paula teria dado uma rainha excecional.

«Para o mundo ela era apenas uma freira. Mas para El Rei ela era uma rainha.»

Sobre a escrita da autora que não conhecia, Patrícia Müller, tenho a dizer que me conquistou verdadeiramente. Soube narrar, sem intervir. Soube captar a nossa atenção e capturar o nosso coração para este amor impossível. E acima de tudo, conseguiu um feito que a meu ver é extraordinário: as cenas que poderiam ser apelidadas de mais quentes, ela narra-as sem emoção, de uma forma quase clínica, o que para pessoas que como eu não apreciam esse tipo de romances é fantástico. Caso contrário, poderia acontecer tornar-se num livro desse género.

Fiquei fã de Madre Paula, que filha de um pobre ourives foi aos 15 anos enviada para um Mosteiro, onde soube gerir a sua vida e a da sua irmã, usando as ferramentas que lhe foram dadas.
O meu pecado? Traí Deus com um homem. Um rei. Tivemos um filho, prova viva da minha culpa. Não choro, não me arrependo. Que falem, experimentem viver atrás das grades, reclusos num palácio de ouro. Nascessem pobres, mal tendo o que comer, chegassem a amar a ponto de não poderem saber se estão vivos ou mortos. Saberiam o que é caminhar nos meus sapatos e poderiam ensaiar todos os julgamentos do mundo.

Recomendo sem hesitações! E merece sem dúvida as minhas 5*!

Para mais informações sobre este livro, espreitem aqui.

Opinião: "A Caminho de Casa" de Fabio Volo

Este é o primeiro romance que leio de Fabio Volo. Não sei porque não peguei nos anteriores, mas sinceramente não me apelavam. Entretanto este "A Caminho de Casa" piscou-me o olho, e dei-lhe uma oportunidade! ;)

Antes de mais acho a capa lindíssima. Adoro as cores e apetece mesmo percorrer aquela estrada. Não que tenha diretamente a ver com a história. Talvez apenas a um nível metafórico - o tal caminho para casa...

E não é fácil o caminho para casa que aqueles dois irmãos têm de percorrer. Não é certamente uma estrada fácil e linda como a que se apresenta na capa. É mais um caminho de cabras, cheio de pedras, pedragulhos, troncos caídos e outros obstáculos. Coisas que surgiram entre os dois ao longo da vida e que agora se vêem perante a obrigação (ou hipótese?) de as superar.

É realmente um livro magnífico que ao abordar a tempestuosa relação entre os irmãos Andrea e Marco, nos obriga a pensar sobre a vida e a forma como encaramos o amor, sobre as relações familiares sempre tão complicadas e sobre a nossa própria forma de estar na vida. 

Fiquei bastante surpreendida com a escrita desta autor que não conhecia. É simples, direta, crua, quase que diria, um pouco masculina, mas plena de grande significado e muito cativante. Numa palavra, adorei.

Recomendo e vou certamente tentar ler mais alguma coisa deste autor que me conquistou.


Para mais informações sobre este livro espreite aqui ou visite a página do mesmo no site da Editorial Presença » aqui.

Opinião: "Dez Anos Depois" de Liane Moriarty

Depois de ter lido "O Segredo do meu Marido" de Liane Moriarty, publicado este ano pela ASA, e que adorei, tive de ir à procura de mais alguma coisa escrita por esta autora. E encontrei. "Dez Anos Depois" é um livro de 2009, publicado pela Presença em 2011 e que na altura não me deve ter cativado. Mas estas coisas dos livros é mesmo assim. Umas vezes é a capa, outras o título, por vezes até a sinopse, ou até mesmo o nosso estado de espírito. Alguma coisa nos faz evitar um livro. Este é um bom exemplo como por vezes, cometemos erros com esses julgamentos mais superficiais.

Em "Dez Anos Depois" encontrei uma história fenomenal, um enredo fascinante, explorado com a sabedoria de quem sabe quais as notas que deve compor para construir uma melodia fabulosa.

Conforme poderão ler na sinopse (aqui) a história é bastante interessante e original. Alice Love dá uma queda e os últimos dez anos da sua vida desaparecem da sua memória, incluindo o nascimento dos três filhos, o que para qualquer uma de nós parece impensável, certo? Bem, mas o interessante desta história é que Alice de há dez anos atrás, que vai descobrindo sobre o seu eu atual, começa a perceber que não lhe está a agradar lá muito desta Alice moderna. Os amigos, as roupas, as rotinas, as relações familiares, e principalmente formas de encarar na vida são completamente o oposto do que ela acha. Alice tem então uma oportunidade incrível de refazer a sua vida, embora não seja fácil conciliar o que lhe vai regressando à memória com as ideias que tão fortemente defende, enquanto Alice antiga.

Este é um livro a não perder, acreditem. Fiquei novamente fascinada com esta autora, que nos apresenta um enredo novo, refrescante, interessante e intrigante, ao mesmo tempo que nos conquista com um grupo de personagens ricas e absolutamente verosímeis. Adorei!!! Fico ansiosamente à espera de uma nova publicação de Liane Moriarty. :)

Opinião: "O Livro dos Sabores Perdidos" de Nicky Pellegrino

Não perco nem um dos livros desta autora, pois qualquer que seja a história, o tema ronda sempre Itália e a fabulosa comida italiana.
Desta feita, a ação passa-se na Sicilia, e as grandes personagens são pratos típicos dessa região, incluindo pratos feitos com... chocolate! No final do livro ela partilha algumas receitas, que não sei se terei coragem de experimentar. A ver vamos.

Bem, passando à história propriamente dita, está como sempre muito bem construída, com um leque bastante interessante de personagens que nos vão sendo dados a conhecer aos poucos. As quatro mulheres que se inscreveram na Escola de Culinária de Luca Amore, são completamente diferentes umas das outras, tanto em idades quanto em personalidades e vidas. É fascinante ir descobrindo como cada uma absorve tudo o que visitam, aprendem, provam e vêem.

Luca Amore, uma das personagens principais, é uma figura interessantíssima, com um passado obscuro que nos é revelado depois de muito tentarmos adivinhar. Apesar das personagens femininas serem importantes, a chave de ouro está nesta personagem. É à roda dele que tudo se processa, e o mistério que o rodeia como uma aura, mantém-nos em suspense.

Como sempre gostei imenso da escrita de Nicky Pellegrino. Leve, perfeita para as férias, mas ao mesmo tempo do género que nos agarra, pois só nos vai dando as informações importantes às migalhas.

Por mim, agora vou comer uma bola de gelado de cioccolato...

Para mais informações sobre este livro, espreitem aqui.

Opinião: "Amor, Açucar e Canela" de Amy Bratley

Este é um livro amoroso. Vem com uma adorável capa rija, o que não é muito normal nas edições portuguesas, a história é deliciosa, a personagem principal, Juliet, é um doce de rapariga com algum azar no que diz respeito à sua vida amorosa.

É uma história que nos envolve pois sentimo-nos imediatamente solidários com a pobre Juliet e o seu sonho de construir um lar, doce lar, tal como a avó sempre lhe incutiu no espírito. E é realmente o espírito da avó que acaba por a acompanhar nesta jornada, através de uns maravilhosos livros sobre como criar um lar perfeito, e os seus ricos comentários nas margens dos mesmos.

Cada capítulo deste "Amor, Açucar e Canela" é encimado por preciosas pérolas retiradas dos tais livros sobre a lida da casa, dicas para um lar perfeito, e sugestões para as donas de casa. Coisas dos anos 50, 60 e 70, que na maioria das vezes já se encontram desatualizados e quase que podem ser "ofensivas" para a mulher atual, mas que me deixaram com um sorriso nos lábios. Deixo-vos no entanto o exemplo de uma destas preciosidades que ainda se enquadra perfeitamente na nossa realidade...

«Se dispuser de muito dinheiro e for a uma loja comprar a mobília toda de uma só vez, a sua casa ficará sem personalidade, além de que se divertirá muito menos! Colecionar velharias, restaurá-las, pintá-las, adaptá-las às suas necessidades e preferências: assim se constrói um lar.» 
Sure & Simple Homemaking, Jill Blake, 1975

É como vos disse no início, este é um livro amoroso. Uma leitura leve, perfeita para as férias, que nos faz dar ainda mais valor ao nosso próprio lar, doce lar. :)
«No fim de contas, é a família que transforma uma casa num lar, por melhor que seja a dona de casa. De outro modo ela seria apenas uma casa arrumada.»
Sugestões Caseiras para um Lar Mais Feliz, 1959


Opinião: "Até Que Sejas Minha" de Samantha Hayes

Gosto de ler um bom policial para intercalar com outro género de livros. Desde que me apaixonei pelo grande Sidney Sheldon, confesso que não sou de fácil conquista, mas insisto sempre e tenho apanhado algumas boas surpresas. Este livro, “Até Que Sejas Minha” de Samantha Hayes, foi o caso.

Para já, preenche todos os bons requisitos do que para mim é um bom policial: personagens bem identificadas, verosímeis e dissimuladas, um enredo interessante, um nível de suspense que vai aumentando à medida que a história avança, e um final absolutamente surpreendente.

Embora a meu ver seja um livro talvez mais dedicado ao público feminino – as personagens principais são femininas e tem um grande número de grávidas envolvidas (lol) – é de certeza um livro que o maridão também vai ler, por isso acaba por ser um dois em um, já que na maior parte das vezes os nossos gostos literários não coincidem.

Em suma, adorei este leitura. Prendeu-me o fôlego até às últimas páginas, e ficar a saber a verdade no final deixou-me sem palavras. Um thriller absolutamente fantástico, ótimo para fugir à realidade do dia a dia já que nos envolve intensamente.

Sem dúvida nenhuma que merece as minhas 5*!