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Planos para 2018 e Balanço de 2017


Bom Ano Novo para tod@s!
Que 2018 se revele um ano repleto de excelentes leituras, muita Paz, Amor e Saúde!

Este ano vou continuar a tentar ajudar-vos com este vício que partilhamos = LER
Vão continuar as Sugestões da Semana, os Passatempos ocasionais. A novidade vão ser os os Passatempos Mensais - 1 por mês garantidamente - para todos os seguidores do blog!

Entretanto, deixo-vos o link para a lista de livros lidos em 2017, que este ano foi muito mais pequena do que em anos anteriores, no total 42 livros.

Olhando para o número de páginas falamos de mais de 14.500 páginas, e a classificação ficou assim:

  • 5 livros com 3 estrelas;
  • 15 livros com 4 estrelas
  • 16 livros com 5 estrelas;
  • 4 livros com 6 estrelas;
  • 1 livro com 7 estrelas;
  • 1 livro com 8 estrelas!
1 estrela = Muito mau / 2 estrelas = Mau / 3 estrelas  = Medíocre / 4 estrelas  = Bom / 5 estrelas  = Muito Bom / 
6 estrelas  = Muitíssimo Bom / 7 estrelas  = Excelente / 8 estrelas  = Arrebatador


Em 2018 espero conseguir ler mais autores portugueses e aumentar as leituras do género histórico.
Boas leituras para tod@s!!

"Onde Cantam os Grilos" de Maria Isaac (opinião)

E o que se escreve quando se gosta muito de um livro? Quando a sua leitura nos enternece, nos conquista e nos transporta para dentro da história transformando-nos numa personagem silenciosa, que assiste mas não interfere? Foi assim que me senti ao ler este maravilhoso livro. 

É uma lufada de ar fresco, este "Onde Cantam os Grilos". A história de uma família contada de forma absolutamente ternurenta pela voz de uma personagem de tenra idade, de seu nome Baltazar e alcunha Formiga, pois quando chegou à Quinta do Lago, nunca se vira "coisa mais pequena e escurinha". Apaixonei-me por esta Formiga. Um menino genuíno e tão enternecedor quanto malandro, tal como todos os meninos devem ser.

A família da Herdade do Lago, os Vaz, é-nos então apresentada por Formiga. Cada um deles visto por aqueles olhos pequeninos e inocentes, com o coração à beira da boca, e rapidamente nos sentimos cativados por cada uma das personagens, todas elas muito genuínas e humanas, com as suas características e diferentes intensidades.

Mas, como não poderia deixar de ser, não há bela sem senão, e o senão aqui são os mistérios que se adensam à medida que a narrativa do pequeno Formiga vai avançando. Como se o dia-a-dia da Herdade não bastasse para alimentar a sua curiosidade, Formiga procura, escuta conversas às escondidas e tenta ficar a par de todos os segredos, subindo a árvores, descobrindo esconderijos que o tornam invisível, terminando por vezes à toa, sem saber exatamente como lidar com a informação que descobre.

E é assim que, quando o último e o maior segredo se revela, a infância de Formiga abruptamente termina. E nós, leitores, com grande pena temos de o deixar partir, rumo a uma nova vida, desejando poder acompanhá-lo mas sabendo que, tal como o resto dos Vaz, ficámos presos à Herdade do Lago.

Um livro absolutamente maravilhoso cuja leitura recomendo sem hesitações. Uma excelente aposta da Cultura Editora, que já está a deixar a sua marca no mercado editorial português. Espero pode vir a ler mais livros desta autora que não conhecia mas que me conquistou.

É dever de cada um de nós viver o melhor e o pior da natureza humana.

"A Livraria dos Destinos" de Veronica Henry (opinião)

Este fim de semana, após a montagem da árvore de Natal e a família se espalhar, fiquei bem acompanhada com uma manta quente e fofa e tive o sofá só para mim. Foi a altura ideal para terminar a leitura deste livro. E acreditem, foi uma excelente decisão! Deixou-me bem disposta e de coração bem quentinho. :)

Este livro é uma delícia do princípio ao fim. Desde as personagens, as suas histórias, e as ligações entre si, até ao local onde se desenrola a ação - uma vila do interior de Inglaterra em cujo coração se encontra uma pequena livraria - a Nightingale Books. A história à volta da livraria é por si só uma maravilha. Vai deixar todos os bibliófilos de coração a transbordar!

Emilia perdeu o pai recentemente e tem de decidir o que fazer: se dar continuidade à livraria de Julius, que precisa de uma grande reviravolta, ou se vendê-la e escolher outro rumo para a sua vida. Nas semanas que se seguem à morte do pai, Emilia vai conhecendo todos aqueles que foram tocados por Julius e se sentem felizes ao visitar a pequena livraria. Aos poucos ela vai percebendo a importância que esse espaço tem na vida de cada um, e não tarda que ela própria sinta os efeitos da Nightingale Books.

A autora, Veronica Henry era-me desconhecida, mas vou ficar de olho noutros livros que venham a ser publicados em Portugal. A sua escrita é simples, bem organizada e muitíssimo cativante. Veronica Henry é uma verdadeira contadora de histórias, pois não só me foi difícil intervalar a leitura como a história se manteve sempre comigo, fazendo-me imaginar o que iria acontecer a seguir. Gostei muitíssimo! E adorava ver este livro transformado em filme. A sério! Dava um excelente filme para o Natal!!! E eu estaria na primeira fila. :)
Foi uma excelente leitura para intervalar entre livros mais pesados.

Parabéns à TopSeller por mais esta aposta!! Um livro perfeito para aqueles corações mais românticos e bibliófilos assumidos que vão delirar com as descrições de livros e da livraria. :)

"Imaculada" de Paula Lobato de Faria (opinião)


Quis ler este livro por duas razões e mais uma. ;)
Primeiro, porque é uma autora portuguesa e gosto de ler autores portugueses sempre que possível. Neste caso, como o tema me atraía (eis a segunda razão), não hesitei. A razão extra prende-se com o nome da autora... Sempre gostei muito das obras da senhora sua prima, Rosa Lobato de Faria, e embora, obviamente, não estivesse à espera que a escrita de uma fosse semelhante à da outra, congratulei-me por descobrir que Paula Lobato de Faria é também uma boa contadora de histórias.

A ação desenrola-se numa vila no interior do nosso país durante a época de Salazar, e é no seio de uma família conservadora e fiel ao lema "Pátria, Deus e Família" que encontramos Cristiana, uma jovem em idade casadoira, qual flor em cativeiro, completamente atrofiada pela sua mãe, senhora de rígidos costumes.

Gostei de conhecer Cristiana e condoí-me um pouco da sua situação, mas sou sincera, houve ali qualquer coisa que não me pareceu certo. Em determinada altura é permitido à jovem ir passar uns dias de férias com uma amiga na Costa do Estoril. Assim? Sem mais nem menos? Sem supervisão materna? Achei estranho. E a suposta ingenuidade de Cristiana também me soou um pouco a exagerada. Afinal a rapariga lia revistas às escondidas da mãe, tinha amigas, uma delas bem vivaça, e primas (!), tinha sonhos, esperanças, sede de liberdade... e depois, deixa-se ficar? Resume-se à sua insignificante existência imposta pela mãe e acede casar com quem já sabe não amar? Perdoem-me, amigos, se vos revelo demasiado. Só que isto deixou-me mesmo revoltada! Será que a autora resolve esta questão na sequela. ;) Será?

Todos os lugares estão belissimamente retratados, a decoração das casa, o guarda roupa, os penteados, tudo enriqueça a narrativa e nos envolve ainda mais na história. Gostei muito, Paula Lobato de Faria. Sei o quão difícil é mantermo-nos fiel a uma época em todos os pormenores!

Resumindo, apesar daquelas dúvidas que espero ver resolvidas na continuação, gostei imenso de ler este livro. Reflecte bem como era a vida num típico lar burguês naquela época, e a quão pouco poder, tinham as jovens portuguesas, sobre as suas vidas, sendo completamente submissas à vontade dos pais. Recomendo! É uma excelente sugestão para prenda de Natal.

P.S. Adoro a capa. E o título, que afinal não é o nome de nenhuma personagem, mas da própria casa da família. 
5 estrelas, Clube do Autor!

"O Regresso da Primavera" de Sveva Casati Modignani (opinião)

Uma vez mais não resisti a ler esta autora que acarinho há já alguns anos, se bem que ultimamente os livros dela me tenham sabido a pouco. E julgo ter finalmente percebido o porquê. Passo a explicar, Sveva Casati Modignani era o pseudónimo para uma dupla que escreveu durante muitos anos histórias maravilhosas, com conteúdos interessantíssimos sempre vocacionados para o fascinante universo feminino. Essa dupla era composta por marido e mulher, Nullo Cantaroni e Bice Cairati. Entretanto, em 2004 Nullo faleceu, mas Bice, que sempre deu a cara como Sveva, continuou a escrever.  Por vezes quer-me parecer que sinto a falta daquele equilíbrio entre o masculino e o feminino dos primeiros livros que li, mas na realidade, ela continua a ser a rainha do romance italiano e, como um vício antigo, a reconquistar-me a cada novo livro que publica.

"O Regresso da Primavera" foi um livro que me soube bem ler. Foi quase como voltar a casa e calçar os chinelos que já têm a forma do nosso pé. Descomplicado, com uma história fluída e bem organizada, contempla alguns saltos temporais para nos contar sobre a juventude dos principais protagonistas, o que, como é hábito nesta autora, faz-nos sentir que estamos a ler histórias dentro de histórias, que nos ajudam a compreender melhor o enredo mais atual.

Fiamma e Lorenzo, as duas personagens principais, movimentam-se em mundos muito interessantes, a Cultura (mais especificamente a edição de livros, já que Fiamma é diretora editorial numa pequena editora) e a Educação (Lorenzo é professor de Geografia Económica numa escola profissional). Este é o mote para a imagem de fundo que acompanha a história de amor destes dois - uma Itália, a braços com uma crise económica que afeta todos os ramos da sociedade, entre eles a Educação, e por outro lado o drama das pequenas empresas que são aglutinadas por grandes grupos económicos, os quais, na maioria das vezes, apenas contemplam um objetivo, fazer dinheiro, relevando para segundo plano tudo o resto.


Gostava de ver os temas de fundo um pouco mais desenvolvidos, mas deu para captar a essência da Itália dos nossos dias, com os seus problemas e as suas fraquezas na área da Educação e da Cultura. Simultaneamente, também senti a história entre os dois protagonistas demasiado morna… parece-me que lhe falta fogo, emoção. Será que Sveva está a perder o fôlego? Tirem as vossas dúvidas ao ler este livro e partilhem-nas comigo. Uma coisa é certa, Sveva há-de continuar a ser para mim um bom velho vício.

"O Castelo de Vidro" de Jeannette Walls (opinião)

Este foi muito provavelmente um dos melhores livros que já li. Sei que foi lançado há pouco tempo o filme, mas ainda não tive coragem para o ver. É sempre assim, quando um livro é TÃO bom. :)

Neste seu livro de memórias, Jeanette Walls, uma jornalista e autora americana, recorda a sua infância e adolescência, como parte de uma família fora do comum e completamente disfuncional. Admiro a sua coragem em escrever este livro. Não só pelas viagens ao passado que teve de enfrentar, como pela forma como encarou esse mesmo passado para conseguir viver o seu futuro.

Rexx Walls, o pai, era um homem carismático e brilhante. Apesar de não conseguir manter um trabalho, devido ao seu alcoolismo e uma personalidade a roçar a esquizofrenia, conseguia capturar a imaginação dos seus filhos, ensinando-lhes física, matemática, geologia, e acima de tudo, a não ter medo da vida. Rose Mary, a mãe, considerava-se uma artista - pintava e escrevia - e embora ocasionalmente fosse "forçada" a arranjar emprego, normalmente como professora, não conseguia assumir as rédeas da família por muito tempo, e acabava por fugir para o mundo artístico. Para ela fazia muito mais sentido pintar um quadro ou escrever um poema, do que fazer o jantar para a família, que desapareceria em menos de quinze minutos.

São situações complicadas, quase inconcebíveis, as que encontramos nas páginas deste livro. Quatro crianças que sobreviveram a uma infância absurda. Mesmo isso - sobreviveram. E incrivelmente acabaram por se tornar em adultos equilibrados e funcionais.

Outra coisa que muito me fez admirar esta autora, foi a forma maravilhosa como escreveu este livro. Para ler de uma escrita bela e cativante que nos faz querer ler mais e mais, não há azedume, não há raiva nem arrependimentos. Ela consegue falar dos seus pais com verdadeiro carinho, apesar de se saber impotente contra o estilo de vida que eles levam. E a solidariedade e cumplicidade entre os irmãos é igualmente enternecedora.

Adorei. É sem dúvida um dos livros mais impressionantes que já li. Principalmente por saber ser real ao mesmo tempo que me soa tão irreal.
Absolutamente fabuloso!


"Em Fuga" de C. L. Taylor (opinião)

Li este livro ao regressar ao trabalho, chegada das férias de verão. (eu sei, eu sei, demorei imenso a escrever esta opinião... mea culpa.) O título pareceu-me adequado, pois era o que me apetecia fazer ao ver a pilha de papelada que tinha para tratar - dar a fuga! lol
Mas na verdade, um policial é mesmo uma leitura adequada para estas alturas de mais stress. Quando são mesmo bons, tiram-nos de imediato do local onde nos encontramos, e levam-nos para dentro da história. E com este livrinho foi mesmo assim!

Foi o primeiro livro que li desta autora, e claro, deixou uma porta aberta para próximas leituras que publique em Portugal. :)

A história está bem conseguida, e o desfecho, não é assim tão previsível como se imagina, e como já li por aí, embora eu ache que a autora tinha ganho em protelar a divulgação do culpado.

Uma vez mais, como em tantos livros do género, a doença mental ou o desequilíbrio psicológico, entra na história, dificultando-nos a perceção do que se realmente passa. Esta carta, quando jogada com habilidade, é sempre uma mais valia, embora parece-me que já são demasiados os autores que fazem uso dela.

Jo Blackmore é uma jovem mãe que luta contra a agorafobia, uma doença que pode afetar qualquer pessoa. Eu por exemplo acho que sofro um pouco do oposto da agorafobia, ou seja, claustrofobia, por isso entendo bem o quão difícil é lidar com certas situações. Ora bem, Jo tem uma filha de 2 anos, e por vezes sente-se completamente incapacitada de agir como uma mãe "normal" - ir levar ou buscar a filha à escola é por si só um desafio assustador. Quando lhe aparece uma mulher a fazer ameaças, a sua condição agrava-se e Jo começa a entrar em pânico. A ação aqui sucede-se a grande velocidade e é difícil interromper a leitura. O que se passa a seguir, a intervenção da polícia, dos serviços sociais, e as surpreendentes ações do marido de Jo, levam-na a fugir com a pequenota. E mais não digo. ;)

Apenas termino com uma nota - os segredos do passado por vezes regressam para nos atropelar, e não há dúvida que é o que acontece aqui. ;)

Gostei muito desta leitura e recomendo-a a quem quiser passar um bom tempo a ler compulsivamente um livro que nos agarra desde as primeiras páginas. 

"A Minha Prima Rachel" de Daphne Du Maurier (Opinião)

Quem não leu esta autora não sabe o que está a perder. Daphne Du Maurier foi uma escritora do século XX, nascida em 1907 e falecida em 1989. Na sua bibliografia encontramos livros que muitos conhecem, principalmente por terem sido adaptados ao cinema pelo fabuloso Sr. Hitchcock. Daphne era a sua autora de eleição. Falo-vos de títulos como Os Pássaros, A Pousada da Jamaica ou Rebecca. Na verdade, e até à data, julgo que pelo menos treza das suas obras foram adaptadas ao grande écran, e mais de quarente foram transformadas em séries ou filmes televisivos.

É exatamente o caso deste livro. A Minha Prima Rachel já havia sido adaptado ao cinema em 1952 com o realizador Henry Koster, e Olivia de Havilland e Richard Burton nos papéis principais. Foi por sinal o primeiro filme americano deste grande ator!
Agora, ao final de 65 anos, A Minha Prima Rachel volta ao grande 
écran numa adaptação de Roger Michell (o realizador de Notting Hill) e com um fabuloso elenco onde constam nomes como Rachel Weisz e Sam Claflin (sigh*).

Mas falemos do livro em si. A Minha Prima Rachel é uma história marcada pela constante inquietação, característica comum aos livros que já li desta autora, e que para mim a torna tão excecional. Estamos com esta constante sensação de inquietude. De dúvida. Não vos sei explicar melhor do que isto. Daphne Du Maurier é uma maestrina na arte de deixar o seu leitor suspenso na incerteza. Será que sim? Será que não? Será que Philip tem razão sobre Rachel ou a sua intuição inicial estava certa e foi corrompida pela impressionante personagem que é a prima Rachel? Ou será que Philip é que é impressionável? E afinal, qual deles é a vítima e o vilão? A verdade é que não sabemos exatamente quem é Rachel. E não há forma de o descobrir a não ser por alguns testemunhos escritos deixados por Ambrose, tutor de Philip, que foi brevemente casado com Rachel e acabou por morrer em sua casa na longínqua Itália. (Podem ler a sinopse na página do livro no site da Editorial Presença.)



Como vêem, uma história aparentemente simples, torna-se num verdadeiro intenso e dramático mistério...

A ação tem lugar em Inglaterra, mais especificamente na Cornualha, algures na primeira metade do século XVIII, pelo que o próprio envolvimento é por si só um pouco negro, quase gótico. Perfeito para a história que Daphne nos conta.

Como já devem ter percebido, adorei o livro. Só me apetece escrever e falar sobre ele. E claro, estou mortinha por ver o filme, que aposto, me vai desiludir um pouco. É sempre assim quando gosto muito de um livro. Daphne Du Maurier é uma autora que não podem deixar de ler. E "A Minha Prima Rachel" é um bom livro para se iniciarem. Não percam a oportunidade!

«Eles costumavam enforcar homens em Four Turnings.
Agora já não.»

Em destaque: "O Último dos Nossos" de Adélaïde de Clermont-Tonnerre

Uma história de amor proibido numa época em que tudo era permitido.
Sinopse:
Do inferno da Europa em 1945 à Nova Iorque hippie, neste romance premiado com o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa, Adélaïde de Clermont-Tonnerre conta a história dos anos loucos vividos na pele por dois genuínos filhos do século XX: Werner Zilch, nascido na Alemanha no estertor da Segunda Guerra Mundial, e Rebecca Lynch, herdeira de um homem de negócios e de uma mulher que logrou escapar com vida ao campo de concentração de Auschwitz. Uma paixão louca e proibida num cenário histórico repleto de reviravoltas e suspense.

Werner Zilch é um jovem carismático e empreendedor. Adotado desde tenra idade, vê-se confrontado com a descoberta das suas origens, tudo menos gloriosas. Aos olhos dos outros, pode ser considerado responsável pelos erros cometidos pelos seus antepassados? Como aceitar que o seu progenitor estivesse ligado ao nazismo? A par das personagens, surgem nomes que os leitores por certo reconhecerão, todos eles figuras marcantes do seu tempo. A saber: Andy Warhol, Truman Capote, Tom Wolfe, Joan Baez, Patti Smith, Bob Dylan…

Uma complexa história de amor que é, ao mesmo tempo, um capítulo ficcionado da nossa História. O leitor não conseguirá pousar o livro enquanto não descobrir quem é,
na verdade, «O último dos nossos».

Críticas da Imprensa:

«Ao atravessar épocas e exaltar a volúpia do amor, O Último dos Nossos faz lembrar as sagas de outros tempos, perscrutando incansavelmente as relações das pessoas com o seu passado, bem como os elevados riscos da procura de identidade.» L'Observateur

«Este livro barroco, elegante até nos seus excessos, é uma obra digna desse nome.» Lire

«Aqui encontrarão de tudo um pouco: uma rajada de ar fresco, amor, raiva, drama, aventuras! Um conselho: o leitor que não comece a leitura deste romance ao fim do dia, ou terá pela frente uma noite em branco.» Psychologies

«Este romance significa uma lufada de ar fresco. Vira as costas a Paris e recusa sacrificar-se à autoficção, para determinar, podemos dizer, o curso da história.» Le Figaro Littéraire

Sobre a autora:
Adélaïde de Clermont-Tonnerre nasceu em Neuilly-sur- Seine, a 20 de março de 1976. Educada num meio artístico, estudou na Escola Normal Superior de Paris. Fourrure, a primeira obra publicada em 2010, recebeu vários prémios literários, entre os quais o Maison de La Presse, Françoise Sagan e Bel Ami, e foi finalista dos conceituados prémios Renaudot e Goncourt (Primeiro Romance).

Jornalista e escritora, é atualmente chefe de redação da revista Le Point e participa em vários programas de rádio e de televisão. O Último dos Nossos é o seu segundo romance, vencedor do Grande Prémio do Romance da Academia Francesa e finalista do Grande Prémio do Romance Elle.

"Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade" de Jojo Moyes (opinião)

Tenho vindo a acompanhar a carreira de Jojo Moyes em Portugal e desde o primeiro livro (Silver Bay - A Baía do Desejo) que ela entrou para a minha lista de autoras preferidas. Os seus livros nunca são aborrecidos ou monótonos, e a sua escrita prende-nos com facilidade à história que nos vai contando, quer seja ela um romance rebuscado e atual, quer seja um mistério com ramificações no passado.

Este seu novo livro veio trazer aos leitores portugueses mais uma história apaixonante, que tem grandes hipóteses de sucesso caso seja convertida em filme, tal como foi o Viver Sem Ti. É, a meu ver, uma história completamente diferente do normal. Talvez pela forma como é abordada, ou porque aborda outro género de problemas sociais, e as personagens não poderia ser mais diferentes. Não sei. A verdade é que me prendeu de imediato. E não me largou até às últimas páginas!!

Os protagonistas não podiam ser mais adoráveis e verosímeis. Uma mistura explosiva para qualquer leitor, não é? Desde a jovem mãe, Jess, mãe solteira de dois miúdos, a cada um dos quais adoravelmente problemáticos, sem esquecer Norman, o maravilhoso e malcheiroso cão da família e, claro, um confuso e complicado cavaleiro andante que talvez precisa de mais ajuda do que a própria Jess. Todos eles são a fórmula mágica para o sucesso deste livro. Personagens adoráveis e verosímeis!

Mas este livro, caros amigos, tem mesmo muito mais que se lhe diga. É daqueles cuja leitura nos despedaça o coração em mil pedaços, mas que se encarrega de colar novamente cada um deles antes do fim.

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, não é o que nos costumam a dizer? Ao ler este livro acreditamos que não. Sentimos que Jess é real, e como tal poderia viver em uma qualquer casa perto de nós. Essa, para mim, é a magia que Jojo Moyes conseguiu ao escrever este livro. Não há outra maneira de o dizer, é uma história verdadeiramente maravilhosa que recomendo sem hesitações!!

"As Mulheres no Castelo" de Jessica Shattuck (opinião)

Ando um pouco atrasada nas opiniões e não há meio de as escrever. É que ler é sempre tão mais apetecível… e os livros atiram-se-me para o colo! 😉  Mas para já, aqui fica mais uma.

Este livro de que agora vos escrevo, “As Mulheres no Castelo” ia escapando ao meu escrutínio. Passei pela capa duas ou três vezes e não me senti cativada. Não sei se do título ou da própria capa… mas faltava ali qualquer coisa. No entanto, veio-me à ideia o ditado, não julgues um livro pela sua capa, e acabei por apostar na sua leitura. E, acreditem, bendita a hora em que o fiz, pois o livro veio preencher um nicho de conhecimento que me faltava.

Já todos nós lemos histórias sobre a Segunda Guerra Mundial, ou que tenham a mesma como pano de fundo, mas nunca apanhei um livro que me contasse sobre a Alemanha do pós-guerra. A Alemanha do Stunde Null (a hora zero) = termo que descreve o ano de 1945 em que aconteceu o quase colapso da nação. A Alemanha então ocupada pelas forças aliadas, que viria a ser organizada e administrada pelas mesmas.

“As Mulheres do Castelo” é uma história baseada em factos verídicos e esse foi um dos fatores que me levou a querer lê-la. A sinopse prometia:

«Marianne von Lingenfels, volta ao castelo abandonado, dos antepassados do marido. Para cumprir a promessa que fez aos corajosos companheiros do marido: encontrar e proteger as suas mulheres no meio das cinzas da derrota da Alemanha nazi.»

A história está extremamente bem contada e a encantadora escrita de Jessica Shattuck conquistou-me logo nos primeiros parágrafos. Mas as personagens, meus amigos, as personagens são maravilhosas. Três mulheres, perfeitamente enquadradas nas épocas que representam - o antes da Guerra, o durante a Guerra e o pós-Guerra. Três mulheres que se revelam tão humanas quanto nós, cheias de falhas, dúvidas e até desespero. Mulheres que foram destituídas de todas as virtudes e certezas, e que por vezes apenas se mantêm de pé por causa dos que lhes chamam mãe. Essas crianças a quem foi roubada a infância e que aos poucos tentam entender o seu papel num país que vai demorar algum tempo a reerguer-se e no qual elas próprias vão ter um papel fundamental.

 
Já li imensos livros sobre o Holocausto e a Segunda Guerra, mas nenhum deles conseguiu responder, nem em parte, à pergunta que todos já nos colocámos: como foi possível um povo deixar-se levar pela loucura de um homem? Pois Jessica Shattuck conseguiu-o, a meu ver. Ao terminar a leitura deste livro senti que essa pergunta foi de alguma forma respondida. Não existindo nenhuma tentativa de desculpabilização, o povo alemão é-nos apresentado como um povo que foi conquistado com falsas promessas, levado a acreditar no que queriam que ele acreditasse e mesmo quando a verdade lhe entrava casa a dentro, desviava o olhar. Um povo que mais tarde, mesmo ao seu confrontado com imagens dos campos de concentração se recusava a acreditar que aquilo tinha acontecido e cria ser apenas propaganda dos vencedores.


Ao fim e ao cabo é disso que trata “As Mulheres no Castelo” – a forma como um conjunto de indivíduos conseguiu aceitar a culpa e a responsabilidade do horror que aconteceu e simultaneamente seguir em frente. Cada um com a sua história, com os seus traumas e a sua redenção.
Se acham que já leram todos os livros sobre a Segunda Guerra Mundial, acreditem, têm espaço para mais este. As Mulheres no Castelo deveria ser uma leitura obrigatória para que nunca se esquecesse como é fácil abusar do poder em prol do mal.

Um livro absolutamente extraordinário!

"História em Pedacinhos - As Casas da Minha Infância e os Tempos de Chá sem Açúcar" de Maria Cecília (Opinião)

Esta é uma opinião há já muito tempo devida. Um livro que, excecionalmente, "fui lendo" ao invés de "ler". E simultaneamente com outras leituras, o que para mim é raríssimo! Mas a verdade é que este pequeno livro se presta à leitura intervalada: um capítulo de cada vez, um pedacinho de cada vez, que vão compondo uma história de vida.

E é verdadeiramente uma história de vida, contada aos pedacinhos, aquela que encontramos neste livrinho. Gostei muito da escrita da autora que, com ternura, vai partilhando as suas memórias. Despretensioso mas pleno de significando, esse relato leva-nos a acompanhar a luta de uma família por uma vida melhor, espelhando infelizmente a realidade de tantos portugueses que emigraram.

Sou sincera, não sabia bem do que estava à espera. - Eu e a minha mania de não ler as sinopses! - Mas logo o primeiro capítulo me senti conquistada. Maria Cecília é sem dúvida uma Mulher de Coragem, não só pela forma como foi ultrapassando as vicissitudes da vida, como por ter escrito este livro para ser lido e apreciado por toda a gente. 
Os meus parabéns. Foi uma leitura interessante que me enterneceu imenso.

P.S. Adoro o título.

"O Caçador de Sonhos" de Laura Kinsale (opinião)

Quando andava a ler este livro fiz um comentário sobre o quão interessante estava a ser a leitura, pois no capítulo onze tudo se alterou. Quase parecia uma história diferente. 
Vou por isso dividir a opinião em duas partes.

Primeira Parte
Passa-se no deserto. O disfarce de Zenia enquanto um esfarrapado rapaz beduíno mantém-se. Por incrível que pareça, Lorde Winter não desconfia. Apesar de se sentir "atraído" (leia-se condoído) pela sua fragilidade que de tempos a tempos se transforma numa força de vontade imensurável.
Gostei imenso da dinâmica entre as duas personagens e fiquei fascinada com Zenia. Pareceu-me uma pequena força da natureza, bem adaptada aquele meio tão agreste.
Já Lorde Winter não me ganhou grande consideração. Um pouco pedante e convencido demais para o meu gosto.
As descrições do deserto e das situações perigosas que lhe surgem à frente estão muito bem descritas e é com algum entusiasmo que acompanhei a história até àquele momento, em que de repente, tudo muda...

Segunda Parte
Quem é aquela Lady Winter e o que fez com a adorável Zenia???
Pois é. Tal como a história, também Zenia muda radicalmente. Cumprindo o seu objetivo de chegar a Londres e encontrar o seu pai, Zenia encarna na viúva de Lorde Winter e desempenha esse papel na perfeição. Mas, Lorde Winter que afinal não morreu, acaba por aparecer e colocar em cheque a jovem Zenia.
E aqui é que começa a minha irritação. A sério! Só me apetecia pegar nas cabeças daqueles dois e chocá-las uma contra a outra. Mas não valia de grande coisa, pois às turras já eles andam até ao fim do livro. E mais não conto. Têm de descobrir vocês próprias o que acontece entre aqueles dois. Mas é uma verdadeira história de amor vitoriana.


Resumindo, é um livro com uma premissa interessante, mas que se afasta da mesma à medida que as páginas avançam. Não deixa, no entanto, de ser uma leitura divertida para desanuviar a cabeça de coisas mais pesadas. :) Gostei.

"Café Amargo" de Simonetta Agnello Hornby (opinião)


Tal como um belo mural, um fresco (afresco) pintado na parede de uma antiga igreja, apreciei este livro contemplando serenamente a sua beleza e a história que encerra. Pedaços da história de Itália, mais propriamente da Sicília, que se entrelaçam com a história de duas famílias - Marra e Sala.

Maria, uma jovem de muitas virtudes, filha única de pais pouco convencionais para a época, sente-se dividida entre casar ou seguir a sua paixão pela música e pelo ensino. O sentimento de responsabilidade familiar no entanto impele-a no sentido da primeira opção e Maria acaba por casar com Pietro, herdeiro da família Sala, que irá suprir todas as suas necessidades monetárias. Estamos em finais do século XIX, altura em que as mulheres ainda não têm direito ao voto, e começam a aparecer os primeiros carros nas estradas de pó, até então dedicadas às carruagens. 
E assim se inicia a história de Maria, da sua família, do seu casamento e da sua amizade com Giosuè, jovem que o seu pai acolheu aos seis anos a pedido do falecido amigo de longa data.

É extraordinário acompanhar a evolução de Maria. Se inicialmente parecia ser uma jovenzinha débil e submissa, rapidamente aprende a reconhecer as suas forças e fraquezas e a utilizá-las da melhor forma para conseguir guiar a sua família através das águas turvas que se avizinham. Os problemas de jogo do marido, o constante ódio das cunhadas, uma Itália que se afunda na Primeira Guerra Mundial, as leis raciais que afetam alguns membros da sua família e amigos, os bombardeamentos e a destruição...

A escrita magistral de Simonetta Agnello Hornby transporta o leitor para uma época de grandes transformações. Um relato soberbo sob o ponto de vista feminino, tendo como narradora uma personagem principal maravilhosa, plena de força e humildade que nos conquista logo após as primeiras linhas.
Adorei. Simplesmente adorei.

"Doces Silêncios" de Deborah Smith (opinião)


Sweet Hush, o nome original deste livro, é supostamente um tipo de maçã. Embora não exista na realidade, imagino-a sumarenta, bastante doce e com uma textura interessante. Exatamente como o livro "Doces Silêncios". Foi uma leitura que me despertou os sentidos, e confesso, não resisti a lê-lo quase sempre acompanhada de uma... maça.

Ela, a maçã, é a protagonista principal, já que é à volta dela que tudo se passa. A família McGillen dedicou a sua vida à criação e produção deste tipo de maçã, e Hush McGillen Tackery é a quinta Hush a tomar conta do negócio de família. No entanto, como se pode constatar ao longo da história, é a sua própria família que necessita de mais atenção e cuidado, não as maçãs.

A cena de abertura é fantástica! Cheia de ação e apresentando-nos uma mão cheia das personagens mais importantes, está muito bem imaginada. A forma como cada personagem tem a sua própria história, e obviamente, como a mesma é integrada no desenrolar do enredo, está também muito bem conseguido.

Relativamente ao envolvimento das personagens umas com as outras, quis-me parecer que houve ali um certo exagero... mas, o meu lado romântico agradece. Já o meu lado mais feminista gostou bastante das duas personagens principais, as mães, ambas mulheres fortes e determinadas, mas igualmente capazes de grande humildade.

Um livro muito ao estilo de Deborah Smith, doce e delicioso. Tal como uma maçã. :)
Para quem ainda não leu nada desta autora, recomendo os livros A Doçura da Chuva, Segredos do PassadoMilagre e O Café do Amor. Cliquem nos títulos para lerem a minha opinião. Todos editados pela Porto Editora.




"O Leitor do Comboio" de Jean-Paul Didierlaurent (opinião)

Este é muito provavelmente daqueles livros cuja história se aninhou num cantinho do meu coração de leitora que dificilmente o esquecerá.

Inicialmente, chamou-me à atenção o título. 
Julgo que como todos os leitores, tudo o que diga respeito a esta modalidade me desperta a atenção. Leitores, livros, bibliotecas, livrarias e afins, são campo fértil.
Depois foi a capa. 
Já repararam o quão original é? Uma meia dúzia de livros, mostrando apenas as suas lombadas e um deles disfarçado de comboio. Acho que a capa original é exclusiva da edição em Portugal. Os meus parabéns à Clube do Autor!
A sinopse bailou perante o meu olhar... 
Certas palavras saltitavam como se fossem fogo de artifício.
poder dos livros... Uma obra... hino à literatura... contador de histórias... leituras que faz em voz alta...
O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. 

Que mais precisava eu de saber, para embarcar nesta viagem?
E que viagem maravilhosa se revelou.
Numa bela tarde de verão, foi uma leitura que me encantou. Um pouco ao género de Haruki Murakami, o autor embala-nos com a sua história a um ritmo balançado, mas estável, e tal e qual como numa viagem de comboio mostra-nos o quão simples e bela a vida pode ser, se simplesmente nos deixarmos encantar pela viagem em si, não pensando demasiado no destino.
Enjoy life!

Uma leitura deveras maravilhosa que recomendo sem hesitações!

Para lerem a sinopse ou mais informações sobre o livro e o autor podem espreitar aqui.

"O Jardim das Borboletas" de Dot Hutchison (opinião)

Não sei se existe alguma relação entre policiais / thrillers e férias, mas a verdade é que a minha escolha de excelência para esse período é exatamente esse género de livros. O Jardim das Borboletas foi então uma escolha mais que perfeita. É daqueles livros que nos transporta para dentro da história e não nos deixa sair até terminarmos a leitura!

O contraste entre o título e o conteúdo é brutal! Imaginamos algo lindo, majestoso, tranquilo, mas nunca lhe adicionaríamos o adjetivo macabro. Ou arrepiante. Ou assustador. No entanto, todos eles têm lugar nesta história.

O Jardim das Borboletas é a história de um jardim, dentro de uma mansão, que pertence a um multi-milionário. Ali, "esvoaçando" entre árvores frondosas, um pequeno lago e flores maravilhosas, habita a coleção de borboletas do Jardineiro. Jovens mulheres que foram raptadas e tatuadas nas costas com enormes asas de borboletas

Todo o relato é feito na primeira pessoa, pela boca de Maya, uma das jovens "borboletas" que sobreviveu, enquanto está a ser entrevistada por dois agentes do FBI. A forma que a autora encontrou para nos contar esta história é fabulosa, pois toda a informação é lentamente revelada por Maya e só nos vamos apercebendo do quão macabra é a situação à medida que vamos entrando na mesma. Devagarinho. Ao sabor da vontade de Maya.

Adorei. Foi uma leitura que me prendeu do princípio ao fim. Apenas o final me soube a pouco. Fiquei à espera de mais... Mas talvez se transformarem este livro em filme, o realizador consiga dar a volta à questão. Mas de resto, é uma leitura que recomendo, pois não vos vai desiludir. :)

"O Meu Segredo" de Kathryn Hughes (opinião)

Sempre gostei de histórias sobre famílias, o seu passado e a forma como se desenvolveram ao longo dos anos. Já no livro anterior, A Carta, Kathryn Hughes me conquistou por aí, e neste, voltou a fazê-lo. :)

Todas as personagens criadas pela autora são muito interessantes. E todas, sem exceção, têm a sua própria história pessoal.E há um grande número de personagens já que a história se divide em duas partes, o presente e o passado, 40 anos antes.

E como o nome bem indica, tudo gira à volta de um segredo que foi muito bem guardado durante muito tempo e que pode ser a última ajuda para o pequeno Jake. A situação não é nada extraordinária, já que a meio do livro nos apercebemos do que se trata, mas a forma que a autora encontra para dar a volta à questão, e levar-nos até à resolução da situação é fantástica. É como se ela tivesse criado um círculo perfeito, pleno de personagens e acontecimentos, que se completa no final.

Confesso que o meu interesse aumentou exponencialmente nos últimos capítulos, de tal forma que os devorei de seguida! Gostei imenso. É uma história bem escrita e muito bem idealizada que me proporcionou excelentes momentos de leitura junto à piscina. ;)
Recomendo.

Para lerem a sinopse queiram espreitar aqui ou visitem a página do livro no site da TopSeller.

"Lições da Matilha" de Cesar Millan (opinião)

 Qualquer pessoa que tenha um cão ou goste destes amigos de quatro patas, sabe bem do que eles são capazes. Não falo das brincadeiras, ou dos sapatos estragados ou mobiliário roído. Falo do amor incondicional que eles demonstram pelos seus donos, da vontade de nos agradar, do respeito que merecem. Os que se enquadram nesta categoria, fiquem atentos, pois este livro é para vocês.

No Lições da Matilha, Cesar propõe-se, não a ensinar-nos como treinar o nosso cão, mas a partilhar com o leitor o que os cães da sua vida lhe ensinaram. Todos nós tivemos experiências com cães. Boas, menos boas, excecionais e inesquecíveis... bem, eu por mim falo. Já dava para escrever um livro com as histórias dos patudos que partilharam a minha vida, sendo a Lucille a última (ver foto abaixo).

Pontuado com pequenas pérolas, frases de filósofos, escritores, psicólogos, e até provérbios de diversos países, sobre estes nossos amigos de quatro patas, Cesar vai-nos contando, na sua linguagem simples e direta ao coração, sobre a sua vida, e principalmente sobre as lições que foi aprendendo ao conviver com os cães.

«Os cães são a nossa ligação ao Paraíso.
Eles não conhecem maldade, nem inveja, nem descontentamento. Sentar-se com um cão numa colina durante uma tarde gloriosa é regressar ao Éden, onde não fazer nada não era aborrecido - era paz.»
Milan Kundera

Respeito, Confiança, Perdão, Sabedoria, Aceitação, são alguns dos temas de aprendizagem, já para não falar da partilha de experiências de algumas personalidades famosas que recorreram à ajuda de Cesar com os seus animais.

Eu, que gosto de ver o programa deste encantador de cães onde aprendo sempre qualquer coisa para por em prática com a minha pipoca, gostei especialmente deste livro, onde pude aprender um pouco mais sobre estes seres que são anjos na Terra, e sobre a vida deste homem que lhes dedica o seu tempo e amizade.

Gostei imenso. Um excelente livro para todos os amantes de cães.
Recomendo!!

"A Amiga" de Dorothy Koomson (opinião)

Uau! A sério. Duas vezes UAU! Dorothy did it again! 
Se há autora que continua a evoluir a cada novo romance que publica, o seu nome é de certeza Dorothy Koomson. 

Tenho acompanhado a sua carreira e já li todos os livros que têm sido publicados em Portugal. Tirando um ou dois, que não me encheu bem as medidas, gostei, amei, lê-los. Conhecê-la há uns anos e voltar a vê-la no ano passado foi algo espetacular... eu sei, sou suspeita, mas acreditem, este livro excedeu as minhas expectativas!!

De início senti uma certa semelhança com história do livro "Pequenas Grandes Mentiras" de Liane Moriarty, pois a ação tem como pano de fundo uma escola, com os pais e mães das criancinhas em grande plano, e um acontecimento dramático que a todos envolve. No entanto a semelhança termina aí. Mas se gostaram de ler esse livro, ou ver a série, já agora, vão adorar esta leitura!

Ninguém é o que parece. Essa é a máxima. E as personagens envolvidas neste drama tem todas algo a esconder. O enredo é deveras fabuloso. A forma como as personagens estão envolvidas umas com as outras, o que todas escondem em conjunto e o que escondem individualmente, é fantástico. A Dorothy tem uma imaginação impressionante!! Vocês vão delirar com a história de cada personagem. A personagem principal, Cece, também ela uma mãe de três crianças, acaba de chegar de Londres para viver naquela localidade. Cece é uma personagem maravilhosa. Sem dúvida a minha favorita! Tem uma personalidade forte e é bastante divertida embora mantenha os pés assentes na terra. É ela que vai desembrulhar o novelo de mentiras!
É realmente uma coisa que muito me agrada num autor, a forma como caracteriza as suas personagens. E Dorothy fá-lo de uma forma soberba.

Foi uma leitura compulsiva, daquelas que mal conseguimos intervalar. A autora manteve-me interessada desde o primeiro parágrafo, a tentar descobrir o que tinha acontecido àquela mãe tão popular, tão querida por todos... será que era mesmo? E quem terá sido o culpado ou a culpada? Aposto que não vão descobrir. Eu cá não descobri! :)

Estou tentada a classificar este livro como o melhor deste ano, mas ainda não o faço porque não sei o que os próximos meses me reservam. Uma coisa é certa, este vai direto para a minha lista de favoritos.
"A Amiga" é realmente um livro a não perder!!
Em www.bertrand.pt

O clube de leitura do meu coração.

 
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