Em destaque: "Magníficos Estranhos" de Elizabeth Klehfoth

Se gostou de "Em Parte Incerta" (Gillian Flynn) e de Pequenas Grandes Mentiras (Lianne Moriarty), não vai descansar enquanto não chegar à última página deste livro.

Sinopse:
Num magnífico dia de verão, Grace Fairchild, a belíssima mulher do magnata do Mercado imobiliário, Alistair Calloway, desaparece da casa de campo da família sem deixar rasto, deixando para trás a filha de sete anos, Charlie, e uma série de perguntas sem resposta.

Anos mais tarde, Charlie continua a lutar com a obscura herança do nome da sua família e o mistério em torno do desaparecimento da mãe. Decidida a, finalmente, pôr o passado por trás das costas, Charlie mergulha na vida escolar de Knollwood, a prestigiada escola de Nova Inglaterra que frequenta, e rapidamente se integra entre a elite da escola.

Charlie foi igualmente «escolhida» pelo A, a sociedade secreta de elite da escola, conhecida por aterrorizar a faculdade, a administração e os seus inimigos. Para se tornar membro da mesma, Charlie terá de participar no Jogo, uma caça ao tesouro de alto risco, durante um semestre inteiro, que comprometerá as suas amizades, a sua reputação e até o seu lugar em Knollwood.

À medida que os acontecimentos do passado e do presente convergem, Charlie começa a temer que poderá não sobreviver à terrível verdade sobre a sua família e colocar a sua vida em risco. 

“Um envolvente mistério... A história de uma longa vingança jogada entre gerações.” Kirkus Reviews

Sobre a autora:
Elizabeth Klehfoth cresceu em Elkhart, no Indiana. Fez um bacharelato em Artes, especializando-se em escrita criativa, pela Chapman University, e uma licenciatura em escrita criativa pela Indiana University, onde leciona escrita para ficção e composição. Atualmente vive em Los Angeles. Magníficos Estranhos é o seu primeiro romance.

C. J. Tudor - o Encontro com a autora de O Homem de Giz e Levaram Annie Thorne

Se existem autores descomplexados e de trato fácil, C.J. Tudor é um deles. Ela é uma pessoa extremamente acessível e engraçada, e a conversa fluiu sem dificuldades. A sua paixão pelo tema - crime, policiais, terror - leva-nos a entender como lhe é fácil escrever como escreve. A história derrama-se no papel à medida que lhe vai surgindo na mente. Nada é estudado, planeado, os ajustes são feitos a posteriori, e com a sua tendência natural para o terrível, a própria história por vezes impõe-se quase sem que ela dê por isso.


Foram duas horas muito interessantes, divertidas e entusiasmantes. Falou-se de "O Homem de Giz", de "Levaram Annie Thorne", dos seus autores favoritos (Stephen King e Harlan Coben), de como lhe seria impossível escrever outro género, e das ideias que tem para o seu próximo livro que será publicado em Portugal no início de 2020. Mal posso esperar! ;)


Obrigada à Editorial Planeta Portugal pelo convite. Gostei imenso. :)

Dia Internacional do Livro Infantil 2019

“Ah! Tu, livro despretensioso, que, na sombra de uma prateleira, uma criança livremente descobriu, pelo qual se encantou, e, sem figuras, sem extravagâncias, esqueceu as horas, os companheiros, a merenda... tu, sim, és um livro infantil, e o teu prestígio será na verdade, imortal.”

Cecília Meireles

Passatempo "Levaram Annie Thorne"


Podem consultar as Regras dos Passatempos no separador central do blog.

Ler...

«O amor pela leitura é algo que se aprende mas não se ensina. 
Da mesma forma que ninguém nos pode obrigar a enamorar-nos, ninguém nos pode obrigar a amar um livro.
São coisas que ocorrem por razões misteriosas, mas estou convencido que há um livro que espera por cada um de nós.
Em algum lugar da biblioteca há uma página que foi escrita somente para nós.»


Alberto Manguel



"Três Desejos" de Liane Moriarty (OPINIÃO)

Liane Moriarty é daquelas autoras que não precisa de apresentação. Só ver o seu nome na capa de um livro é razão para o querer ler. Pelo menos para mim, e acredito que para muitos de vós também. Quem não leu o livro (ou viu a série) Pequenas Grandes Mentiras? Ou O Segredo do meu Marido, ou Dez Anos Depois? Li todos, e fiquei fã da autora. Quando peguei neste novo livro, Três Desejos, já sabia o que ia encontrar e as minhas papilas gustativas literárias estavam ao pulinhos de contentamento. Foi uma leitura intensa, daquela que não nos apetece pousar por nada neste mundo. 

Três gémeas (duas delas idênticas) fazem 34 anos e praticamente matam-se umas às outras no seu jantar de aniversário. A cena que abre o livro é uma cena que acontece quase no fim da história, e muita água corre debaixo da ponte antes dela acontecer. Se bem que muita água também corre a seguir. ;)

Esta crónica da vida das gémeas é por vezes hilariante, outras vezes triste, tal como a vida, certo? A relação entre as três talvez seja um reflexo exacto das relações fraternas de muitos de vós, um amor / ódio inexplicável, mas onde o sangue fala sempre mais alto e no final acaba sempre tudo bem, embora tenham sido feitos alguns "acertos". Gosto de ler histórias deste género, que refletem a vida tal como ela é. Sem subterfúgios. E Liana Mortiarty, para mim, é exímia a escrevê-las.

As personagens que acompanham as gémeas nesta aventura compõem o ramalhate extraordinariamente bem. Enquanto lemos, apercebemo-nos que após um acontecimento - e há muitos! - ficamos à espera da reação dos outros, pelo que dá para perceber como aquela família, e praticamente todas as famílias, estão presos por fios uns aos outros. É uma verdadeira teia familiar, onde quando um se mexe, os outros sentem e acabam por se mexer também. Não me importava nada de ver um filme com estas personagens e enredo. Talvez Hollywood esteja atento! ;)

Resumindo e concluindo, foi uma leitura que adorei. Com ela sorri, chorei, ri a valer, fiquei furiosa e enterneci-me. E se um livro é bom quando nos provoca emoções fortes, bem, então este é excelente. Liane Moriarty é um nome ao qual devemos continuar atentos!

“A Vida Escondida Entre os Livros” de Stephanie Butland (OPINIÃO)


Um livro que fale sobre outros livros, leitores, livreiros ou qualquer coisa relacionada com esta minha paixão, tem acesso garantido ao meu coração. Normalmente são livros que me dão muito prazer ler pelas referências livrescas, independentemente da história. “A Vida Escondida Entre os Livros” surpreendeu-me imenso pela positiva. É um livro com tão grande profundidade literária, bem como emocional.

Se eu fosse uma biblioterapeuta, diria que este livro é excelente para pessoas que se têm a tendência de substituir a realidade pelos livros, refugiando-se neles, preferindo-os até às pessoas e ao mundo cá fora. Stephanie Butland mostra-nos como os livros são importantes para nos ajudar a entender a realidade e os sentimentos, mas mostra-nos igualmente que não a podem substituir.

A jovem Loveday (adoro o nome!) é uma personagem extraordinária que ficará durante muito tempo na minha memória. É uma jovem que tem vivido a sua vida, como o nome do livro bem indica, escondida entre os livros. Literalmente! A vida dela resume-se ao trabalho num alfarrabista. É lá que ela preenche os seus dias, organizando, folheando, respirando os livros que não param de entrar e simultaneamente escondendo-se do seu passado e do seu futuro. É maravilhoso acompanhar o desabrochar de Loveday, ver a sua evolução ao longo do livro, e torcer para que as coisas corram bem para ela.

O grupo de personagens que a acompanha nesta aventura são igualmente muito interessantes e estão muitíssimo bem exploradas pela autora. Não há um ponto a mais, sequer. Nem uma vírgula! O enredo é extraordinário e conquista-nos logo desde o início. A forma como nos vai sendo apresentada a história é maravilhosa. Fiquei deveras deliciada.

As referências literárias são igualmente deliciosas. Tomei imensas notas no meu caderninho e acho que juntei mais uma série de títulos à minha lista de livros a ler.

Este é um livro que recomendo sem hesitações. Uma história encantadora, com um enquadramento admirável e encantador. Uma verdadeira preciosidade para nós, os amantes de livros.

Em destaque: "Os Meninos de Varsóvia" de Elisabeth Gifford

Inspirado na história do Dr. Janusz Korczak, o bom doutor que acompanhou 200 crianças para o campo de concentração de Treblinka

Sinopse:
Profundamente apaixonados e prestes a casar, os estudantes Misha e Sophia fogem da Polónia, procurando escapar à ocupação nazi da capital, Varsóvia. Obrigados a regressar ao gueto, resta-lhes ajudar o mentor de Misha, o Dr. Korczak, a cuidar das 200 crianças que vivem no seu orfanato, conseguindo, assim, sobreviver.

Do outro lado do muro, a violência aperta as suas garras em torno deste pequeno oásis de esperança e bondade, criado pelo bom doutor de Varsóvia, e Misha e Sophia são obrigados a separar-se e a enfrentar os seus piores medos sozinhos.

Mas, apesar de todos os esforços em preservar alguma humanidade em pleno caos, numa manhã de agosto de 1942, o chamado Pequeno Gueto é cercado pelas tropas das SS, com instruções para encaminhar os seus ocupantes para Treblinka, o campo para onde quem vai nunca volta. O Dr. Korczak não desiste da sua missão e recusa abandonar as crianças e funcionários do orfanato, partindo com eles para o destino final.

O gueto de Varsóvia foi habitado por meio milhão de pessoas. Menos de um por cento sobreviveu para contar a sua história. Este romance é inspirado nos relatos reais de Misha e Sophia e na vida de um dos heróis silenciosos da Grande Guerra, o Dr. Janusz Korczak.



Sobre a autora:
Elisabeth Gifford estudou francês e religiões do mundo na Universidade de Leeds. Trabalhou como especialista em dislexia e, depois de obter um diploma em Escrita Criativa pela Oxford OUDCE e um Mestrado em Escrita Criativa na Royal Holloway College, deu início a uma prolífica carreira de escritora, dedicando-se sobretudo aos romances inspirados em momentos historicamente relevantes.

Em destaque: "Levaram Annie Thorne" de C. J. Tudor

O aguardado novo livro da autora de O Homem de Giz!

Sinopse:


Naquela altura…

Uma noite, Annie desapareceu. Sumiu da sua cama. Houve buscas, apelos. Todos pensaram o pior. E depois, miraculosamente, após quarenta e oito horas, ela voltou. Pensou-se que não queria ou não conseguia dizer o que lhe acontecera.
Mas alguma coisa aconteceu à minha irmã. Não sei explicar o quê. Só sei que quando voltou, já não era a mesma. Não era a minha Annie. Não queria admitir de forma alguma que às vezes tinha um medo de morte da minha irmãzinha…

Agora…

O e-mail chegou à minha caixa de correio há dois meses.
Quase o apaguei de imediato, mas fiz clique para abrir:

SEI O QUE ACONTECEU À SUA IRMÃ. ESTÁ A ACONTECER DE NOVO.

Quando a minha irmã tinha oito anos, desapareceu… mas depois voltou. O pior dia da sua vida não foi quando a irmã foi levada… foi o dia em que ela voltou.


Sobre a autora:
C. J. Tudor é natural de Salisbury e cresceu em Nottingham, onde ainda vive com o companheiro e a filha pequena. O seu amor pela escrita, em especial pelo macabro e pelo sinistro, manifestou-se desde cedo. Enquanto os jovens da sua idade liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e de James Herbet. O Homem de Giz foi o seu primeiro livro.

Dia do Pai 2019

Neste Dia do Pai relembro um dos pais (personagem) que mais gostei de conhecer num livro: Atticus Finch, de "Por favor, Não Matem a Cotovia" / "To Kill a Mockingbird". 

Atticus Finch era o pai da pequena Scout, um advogado em Maycomb, uma pequena cidade imaginária no Alabama, com uma extraordinária perspicácia e uma sabedoria simples e maravilhosa que partilhava com a filha.

Deixo-vos uma das suas frases míticas:


"Nunca entenderás um homem enquanto não calçares os seus sapatos e olhares o mundo pelos seus olhos."

“You never really understand a person until you consider things from his point of view . . . until you climb into his skin and walk around in it.”

Em destaque: "A Vida Escondida Entre os Livros" de Stephanie Butland

Era uma vez uma rapariga que confiava os seus segredos aos livros...  

Sinopse:
No coração de York, em Inglaterra, uma pequena livraria tornou-se o refúgio da jovem Loveday Cardew - o único sítio em que a tímida livreira se sente segura. Só aí pode cuidar dos livros da mesma forma que os livros cuidam de si, ensinando-a a entender os sentimentos que a inquietam: a solidão, com Anna Karénina; a alegria de viver, com A Feira das Vaidades; as paixões avassaladoras, com O Monte dos Vendavais.

Depois de uma tragédia que lhe roubou tudo, uma infância passada com uma família de acolhimento e um relacionamento falhado, não é de admirar que Loveday prefira os livros às pessoas. Até que um dia, numa paragem de autocarro, ela encontra um livro perdido. Em busca deste livro surge Nathan, um poeta que se deixa encantar pela jovem livreira mas que não consegue quebrar a sua barreira de gelo, a não ser com a ajuda de Archie, o excêntrico dono da livraria onde trabalha.

Mas é quando os livros da sua infância começam a aparecer misteriosamente na livraria, que Loveday terá de aprender a confiar nos outros, para descobrir quem será a pessoa do seu passado que está a tentar contactá-la.

Terá ela coragem para revelar a vida que, durante tantos anos, tentou esconder entre os livros?

«Um livro perfeito para bibliófilos. Vai deixar rendido qualquer leitor que queira perder-se num mundo de literatura, amor e companheirismo, numa história sobre perdão e renascimento.» - Booklist   


Sobre a autora:
Stephanie Butland é uma autora britânica cuja carreira na escrita arrancou depois da sua luta contra o cancro da mama.  Gosta de escrever num escritório com vista para o seu jardim, e, quando não está a criar romances comoventes, é oradora e mentora em projetos solidários para prevenção do cancro.  A Vida Escondida Entre os Livros é o seu primeiro livro publicado em Portugal, um romance que deixa à mostra a alma das livrarias e a paixão dos livreiros que, como guardiões da literatura, têm o dom de conquistar pequenos e grandes leitores.

"Um Clarão de Luz" de Jodi Picoult (OPINIÃO)

Este não é um tema fácil, aliás, como muitos dos temas abordados nos livros de Jodi Picoult. E claro, como sempre mexe com as nossas emoções e convicções. Jodi consegue colocar-nos a discutir com nós próprios, analisando cada uma das partes e circunstâncias. No meio de tudo isto, aprendemos. Aprendemos a ser mais tolerantes e aprendemos a ver e respeitar os pontos de vista dos outros. Porque ninguém é dono da verdade absoluta. Simplesmente porque ela não existe. Principalmente num tema como este. Pró-escolha ou Pró-vida?

Neste livro, Jodi recria uma situação que não é pouco provável de acontecer nos E.U.A. Um centro que presta cuidados de saúde reprodutiva a mulheres (incluindo a realização de abortos) é invadido por um homem armado que desata a disparar, causando feridos e fazendo reféns. O centro está cheio de funcionários e pacientes, pelo que de imediato é lançado o alerta junto das forças policiais e o caos rebenta.

Jodi Picoult escolhe as suas personagens a dedo. Pessoas simples, como qualquer um de nós, mas com algo na sua história pessoal que as liga ao tema. E por vezes, essa ligação, nem é assim tão linear. Como por exemplo uma das pessoas que se encontra dentro do Centro naquele fatídico dia, era uma jovem que apenas estava lá para ter a sua primeira consulta de planeamento familiar; outra, uma mulher mais velha, tinha ido mostrar os resultados dos exames que confirmariam que tinha cancro de colo do útero. E o atirador? Quais as suas razões para aquela atitude? E o negociador de reféns? Qual a sua ligação? Todas as personagens envolvidas neste caso têm algo para partilhar sobre o assunto. E aos poucos, vamos sabendo das suas histórias, mesmo as mais escondidas, e percebendo os seus motivos e as suas convicções e opiniões.

Apesar da situação que a autora nos apresenta, este é daqueles livros em que o final não é o mais importante, embora exista alguma tensão até ao fim. É o próprio desenvolvimento da história que tem a máxima importância. É aí que nós nos questionamos perante as informações que vamos recebendo. E no fim, não sei se ficamos mais certos das nossas convicções, se mudamos de ideia ou se ficamos mais baralhados. Uma coisa é certa, ficamos mais abertos às opiniões dos outros, mais susceptíveis de entender as razões dos outros, e acima de tudo, a querer falar sobre o assunto.

E mais do que um livro sobre o tema do aborto, direitos das mulheres vs. direitos dos seres que elas geram, este é um livro sobre pais e mães e as capacidades e responsabilidades de cada um.

Em suma, adorei. É daqueles livros que só nos apetece partilhar e falar com os amigos. Um livro excelente para grupos de discussão e clubes de leitura. Recomendo.

P.S. Outra das características desta autora que eu adoro, é a habilidade que nos tem de fazer apreender e até memorizar algo especial. Um clarão de luz, o nome do título deste livro, é também o que acontece quando um espermatozóide fecunda um ovo. Tem a ver com algo de científico, com o aumento súbito dos níveis de cálcio que provocam a libertação de zinco ou, para quem preferir, é sinónimo de que aconteceu algo realmente especial - a criação de uma nova vida.

"A Sombra do Passado" de Nikola Scott (OPINIÃO)

Sabem quando alguém vos coloca aquela terrível questão "Qual o livro que mais gostaste?" - Eu costumo responder que, para mim, é impossível nomear um, pois são imensos. No entanto, se tivesse de fazer uma lista, este, meus amigos, estaria com toda a certeza lá mencionado.

É um livro extraordinário, não tanto pela história (que apesar de lindíssima, não é original), mas pela forma como a autora a desenvolve, pela atmosfera que a rodeia, que é quase palpável, e a tensão durante toda a narrativa. Aquela necessidade urgente de saber o que afinal aconteceu no passado que explicará o presente.

A escrita, é maravilhosa. Absolutamente maravilhosa. Dei por mim a ler e a voltar atrás para reler esta ou aquela passagem, só pela beleza com que está escrita. Nikola Scott é sem dúvida uma grande contadora de histórias e o seu dom é deveras extraordinário. A sua escrita envolve-nos como uma hera e sem sabermos bem como estamos completamente enredados na leitura, com os sentidos em alerta, tentando participar de algum modo na história que se desenrola perante os nossos olhos.

E as personagens? Magníficas. Cada uma delas é maravilhosamente explorada, com grande profundidade, quer a nível de sentimentos quer a nível da história pessoal de cada uma. A autora não perde tempo com as personagens secundárias, que esvoaçam pela história cumprindo a sua função. A sua dedicação vai para as personagens principais, criando-as de forma a que quase as podemos ver e sentir. É arrepiante, acreditem!

Assim que terminei, apeteceu-me voltar à primeira página e voltar a ler tudo. Este livro é mesmo assim tão bom. Daqueles que me iram acompanhar durante muito tempo. E Nikola Scott tem uma grande responsabilidade agora: manter esta qualidade num próximo livro. Fico ansiosamente à espera.

P.S. Há uma coisa que não posso deixar de mencionar: a capa. A imagem é lindíssima e muito bem apropriada, já que conseguimos visualizar uma das personagens ali, de vestidinho amarelo a ler. E esta edição da Círculo de Leitores em capa rija vale realmente a pena. É daqueles livros que não vão sair da minha estante, garanto-vos. ;)

Em destaque: "Três Desejos" de Liane Moriarty

Sinopse:
Lyn, Cat e Gemma Kettle são trigémeas, têm trinta e três anos e parecem atrair a atenção de todos onde quer que se encontrem. Mas cada uma delas tem de lidar com os seus próprios problemas pessoais.

Lyn esforça-se duramente para alcançar o equilíbrio no seu papel de mãe, esposa e profissional sem perder a serenidade. Cat, cujo casamento perfeito é motivo de inveja de todos os amigos, não suspeita que o marido esconde um segredo que abalará profundamente a sua vida. E a desorientada Gemma, que muda de emprego e namorado constantemente, conheceu recentemente o homem que vai descobrir o seu passado oculto.

Perante tudo isto, os laços entre as três irmãs parecem ser suficientemente fortes para resistirem aos revezes da vida. Pelo menos,,, até àquela noite do jantar do seu trigésimo quarto aniversário em que as verdades de cada uma são reveladas e em que tudo parece irreversível.

Críticas de Imprensa:

«Divertido e enternecedor, com personagens poderosas. Uma leitura deliciosa.» Sunday Mirror

«Um livro original e encantador.» Publishers Weekly

«Três Desejos retrata o mundo real, onde pormenores triviais da vida doméstica, a dor angustiante e momentos de uma alegria súbita convivem regularmente.» The Daily Telegraph

«Ler um livro de Liane Moriarty é como beber um cosmopolitan rosa com uma pequena dose de arsénico.» USA Today

Sobre a autora:
Liane Moriarty nasceu em 1966, na Austrália. Antes de dar início à sua carreira de romancista, desempenhou funções de diretora de marketing numa editora de livros jurídicos e foi copyrighter numa agência de publicidade. Lançou o seu primeiro romance em 2004 e tornou-se uma autora bestseller, cuja obra conta já com mais de 3 milhões de exemplares vendidos e publicados em 55 países.

Liane vive em Sidney com o marido e os dois filhos.

Em destaque: "Memórias de uma Vida em Guerra" de Susan Meissner

Uma escolha errada pode ditar o futuro de uma vida inteira. 

Atualidade. 
Kendra Van Zant, uma jovem estudante de História, está à procura de testemunhos de sobreviventes do bombardeamento de Londres durante a Segunda Guerra Mundial. E o que seria uma tarefa rotineira leva-a à porta de Isabel MacFarland, que, aos 93 anos, decide relatar pela primeira vez a sua experiência durante a guerra e os segredos que guardou durante décadas? começando pela sua verdadeira identidade.

1940, Inglaterra.
Perante a ameaça de um ataque aéreo em Londres, centenas de milhares de crianças são levadas para lares de acolhimento no interior do país. Entre elas encontram-se Emmy Downtree, de 15 anos, e a sua irmã Julia, de 7 anos. Embora a pacata casa de campo de Charlotte seja o melhor refúgio para as duas irmãs, Emmy deseja ardentemente voltar à cidade, para concretizar o seu sonho de costurar os vestidos de noiva que desenha. Mas Julia tem uma profunda necessidade da presença da irmã, obrigando Emmy a tomar uma decisão que a fará seguir por um caminho do qual poderá não haver retorno. Uma decisão que marcará para sempre a vida das duas irmãs.

«Esta história de escolhas e consequências leva-nos numa angustiante viagem por uma Londres dilacerada pela guerra, a pacata região de Cotswolds e o longínquo continente americano. Um romance impressionante e emotivo.» - Historical Novel Society

Sobre a autora:
Susan Meissner é uma autora bestseller do USA Today, com mais de meio milhão de livros vendidos em todo o mundo e traduzidos para 15 línguas.

Antiga editora de um jornal semanal e colunista premiada, é autora de vários romances históricos de grande sucesso. Nasceu em San Diego, na Califórnia, e aos 8 anos demonstrou aptidão para a escrita com uma série de poemas e histórias que escrevia regularmente. Frequentou a Point Loma College, trabalhou como jornalista e atualmente é autora, oradora e organizadora de workshops de escrita criativa, onde incentiva jovens em risco para a escrita e a leitura.

O seu romance Memórias de uma Vida em Guerra foi finalista do Prémio Goodreads para Melhor Romance.

Dia da Mulher


Passatempo "A Sombra do Passado"

Aqui fica o resultado do Passatempo "A Sombra do Passado".

A sorteio, com o gentil apoio do Círculo de Leitores, a quem muito agradecemos, tínhamos um exemplar do livro de Nikola Scott, "A Sombra do Passado".


Tivemos 47 participações consideradas válidas, e após o primeiro vencedor apurado não ter respondido ao email nos cinco dias subsequentes à data final do passatempo, foi apurado o seguinte vencedor:

Jorge Almeida
de Lisboa

Muitos parabéns! Irás receber o livro na morada que indicaste.

"Má" de Chloé Esposito (OPINIÃO)

Quem leu o "Louca" e ficou encantada/assombrada com Alvie Knightly, tem aqui a continuação da história. "" vem reafirmar Alvie como a mais pura tresloucada psicopata que já vi, quer em livros quer em filmes. Aliás, gostava mesmo de ver este livro transformado numa mini série. Vi há pouco tempo uma série que me fez lembrar esta personagem - Killing Eve. Recomendo para quem gosta do género.

Neste "" ficamos a conhecer um pouco melhor a personalidade de Alvie, ou melhor dizendo, a origem da personalidade de Alvie. Embora a história continue (livro começa exatamente no ponto onde terminou o "Louca") há muitas reminiscências sobre a vida de Alvie com a mãe e a irmã enquanto crescia. Acreditem, não foi fácil. Mas daí a virar psicopata... Bem, não sendo psicóloga, creio que a criatura, caso fosse analisada, revelaria uma grave patologia psicológica, exatamente como a psicopatia que se revela por um comportamento antissocial, falta de empatia ou remorsos, um  baixo controle comportamental e uma atitude de dominância desmedida. Sim. Quer-me parecer que seria esse o diagnóstico de Alvie Knightly.

Enquanto personagem de um livro, Alvie é hilariante! Acompanhar as suas aventuras é sem dúvida um exercício de descontração incrível, já que tudo o que na vida por vezes nos leva a pensar "E se eu agora...", ela vai e faz! 

Escrito num tom intimista, como se estivéssemos a ouvir os pensamentos da própria Alvie, e com uma rápida sequência de acontecimentos, é impossível esmorecermos na leitura. Chloé Esposito está a virar sinónimo de uma leitura comprovadamente divertida. Uma verdadeira lufada de ar fresco na literatura contemporânea. Recomendo!

"Filhos à Venda" de Kristina McMorris (Opinião)

A meu ver, as expetativas são normalmente o grande inimigo de qualquer um livro. Ainda recentemente, falei com uma amiga que leu o “Recomeçar“ de Maria Dueñas como primeiro livro da autora, e que o adorou, coisa que já não aconteceu comigo. Como tinha lido (e adorado!) o “Tempo Entre Costuras” esse segundo livro da autora soube-me a pouco. Por essa razão tento não ler sinopses e opiniões sobre um livro, antes de o ler.

Mas no caso deste livro de que agora vos escrevo, "Filhos à Venda", aconteceu-me exatamente o oposto do exemplo que dei acima. Li de passagem o comentário de alguém que leu o livro e ficou desiludido. Percebi então que o título havia levado essa leitora ao engano. Parti então para a leitura do “Filhos à Venda” sem expetativas, pronta a ser surpreendida. E não é que resultou?

Assim sendo, aqui fica a minha opinião sobre este livro. Atenção que o próximo parágrafo pode conter alguns spoilers! O que acho que neste livro até é bom. Podem confiar.

A história centra-se na vida de um jornalista que está a tentar vingar no ramo nos Estados Unidos da América, no inicio dos anos 30, em plena época de recessão económica, marcada por altas taxas de desemprego, muita miséria e fome. Numa viagem pelo campo, depara-se com uma cena inimaginável - uma mãe a vender os filhos por não os poder alimentar. Decide tirar uma fotografia, só para o seu arquivo pessoal. No entanto, por portas e travessas, a foto chega às mãos do chefe de redação que o insta a escrever uma peça para acompanhar a foto. É a sua primeira grande oportunidade e Ellis Reed decide agarrá-la com as duas mãos. O problema é que o negativo da fotografia ficou danificado, e ele não tem outra opção a não ser tentar tirar nova foto às crianças. Só que ao regressar ao local descobre que aquela família já não mora ali. Decide então abordar uma família vizinha e tirar nova fotografia indo buscar a placa do anúncio à casa vazia e recriando a cena. O acontece posteriormente é que não vos conto. Apenas acrescento que o repórter vai tentar remediar os danos que incautamente provocou, e com isso acaba igualmente por encontrar a sua própria felicidade e salvação.


Esta foto, meus amigos, é verdadeira. E foi inspirada nela que a autora escreveu esta história.
Não fiquei grande fã da escrita da autora. Não sei se foi da revisão, da tradução, ou se dela própria, mas por vezes pareceu-me demasiado ansiosa. No entanto, lê-se bem e acabei por gostar muito do livro. A história está muito bem imaginada e as personagens são credíveis e estão muitíssimo bem enquadradas na realidade sócio-económica da época.

Acho que muitas vezes somos influenciados para adquirir um livro pela capa ou pelo título, ou pelos dois, mas é preciso ter cuidado, pois, tal como diz o ditado “as aparências iludem” ou “don’t judge a book by its cover”. No caso deste livro, garanto-vos que apesar da história não ser o que poderiam pensar por causa do título, é uma história muitíssimo boa, provavelmente muito menos lamechas do que seria, e mais abrangente. Adorei.

Em destaque: "Um Clarão de Luz" de Jodi Picoult

Um dia quente de outono começa como qualquer outro no Centro - uma clínica que presta cuidados de saúde reprodutiva a mulheres. 
Como habitualmente, os seus funcionários acolhem as pacientes que ali se encontram para aconselhamento e tratamentos. De repente, pelo final da manhã, um homem armado entra nas instalações e começa a disparar, causando feridos e fazendo reféns.

agente de polícia Hugh McElroy, especialista em negociar a libertação de reféns, estabelece um perímetro de segurança e traça um plano para comunicar com o atirador. Ao olhar sub-repticiamente para as mensagens recebidas no seu telemóvel, apercebe-se, horrorizado, de que Wren, a sua filha de apenas quinze anos, se encontra no interior da clinica.
Wren não está só. Ela vai partilhar as horas seguintes, sob um clima de grande tensão, com outras pessoas: uma enfermeira em pânico, que tem de se autocontrolar para salvar a vida de uma mulher ferida; um médico que põe a sua fé à prova como nunca antes acontecera; uma ativista pró-vida, que se tinha feito passar por paciente e é agora vítima da mesma raiva que ela própria sentia; uma jovem que quer abortar. E o próprio atirador, completamente transtornado, a querer ser ouvido.

Um Clarão de Luz é uma narrativa que equaciona a complexa temática dos direitos das mulheres grávidas e dos direitos dos seres que elas estão a gerar, além de refletir sobre o significado de ser boa mãe e bom pai.

Novo romance de Jodi Picoult, autora bestseller, com mais de 40 milhões de exemplares vendidos internacionalmente (170 mil em Portugal), publicada em 35 países. Um romance desafiador, absorvente e apaixonante.

Tirem as dúvidas. E riam-se com a loucura de Alvie Knightly!

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Leia o livro e depois veja o filme. Uma história verídica a não perder.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Uma leitura magnífica.

 

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